segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Marco Zero

Quase um mês sem internet e o post sobre a casa nova quase ‘pereceu’... mas vâmo lá, com atraso, mas vâmo!

Casa nova vida nova, né?! E assim me despeço da minha primeira fase aqui em Sampa, feliz da vida...

Foram exatos sete dias entre a notícia da admissão em SP e a mudança. Sete dias intensos e corridos da vinda do Rio de Janeiro pra cá, onde eu estava por cerca de vinte dias. A despedida no “Ovelha Negra” foi um escândalo de boa, mas a chegada de ‘virote’ a SP poderia até ter sido melhor... dias complicados aqueles do início, nem dá pra contar todos os “perrengues”, mas ficar sem energia elétrica em casa por quatro dias já dá uma idéia do que tenha sido, né?! Ainda mais enfrentando logo de cara os dias mais frios do ano na cidade e a falta de tato no trabalho e com os paulistanos... olhar pela janela de casa e não saber onde a minha rua ia dar me deixava angustiada!



Bons e-mails, bons telefonemas e boas visitas no início foram fundamentais... e aos poucos SP deixou de ser “o avesso do avesso do avesso”. O trabalho, a especialização, o inglês, as baladeeeenhas... kkkkk... tudo foi se ajeitando e as boas amizades foram aparecendo. A rua já não era mais uma desconhecida e morar aqui passou a ser algo realmente prazeroso.


Seis meses após minha chegada, meu aluguel por temporada do apartamento encontrado via internet (sim, eu tomei todas as precauções) chegou ao fim. Era hora de assumir um contrato maior e de reduzir as despesas, alargadas pelos altos investimentos em educação desde que cheguei, dos quais não abro mão. Eis que vou morar no apartamento onde essa história toda começou aqui em SP...

O fato é que em março, com os primeiros encontros agendados em SP e ainda empregada em Aracaju, passei uma semana por aqui hospedada pelas queridíssimas Thaís Ettinger e Jamile Barreto. Era minha primeira vez em SP, e me lembro como hoje da sensação de conhecer Sampa e de ouvir Thaís me dizer perto do sofá da sala: “não sei por que, mas tô sentindo que você não vai ficar no Rio não, você vai vim pra cá...”. Profecias a parte, não é que ela estava certa?

Como meu anjo da guarda trabalha 24h em dia úteis, finais de semana, dias santos e feriados, a data limite do meu contrato de aluguel coincidiu com o mês do casamento de Jamile, e assim não tinha outra: já tinha uma roommate, um apê pra ficar, e ainda mais perto do trabalho! Pra Thaís, o conforto de não ter que arcar com um mês sequer do aluguel/condomínio sozinha, fora ter a minha companhia sete dias por semana, né?! Não tem preço!!! kkkkkkkkk Enfim, foi um ‘casamento’ perfeito! :p


Agora penso que a mudança pro meu ‘marco zero’ inicia uma fase beeeem mais tranquila por aqui, com a saudade de Aju muito bem administrada, os planos traçados já a pleno vapor e a organização financeira que eu tanto precisava!

Tudo que quero é continuar por aqui dando o melhor de mim e aproveitando tudo que essa MEGA cidade tem pra me oferecer, incluindo as zilhões de opções de cultura e entretenimento (inclusive noturno... :p). Pouco mais de seis meses aqui posso dizer que São Paulo engorda, mas também faz crescer! ;)

*RIP apê da Vergueiro:




sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Uhu Aracaju!!!!

No último final de semana, mais especificamente entre as últimas horas da noite de quinta (19) e as últimas horas da tarde de terça (24), estive no que chamei de minha 1ª temporada em Aracaju.

Como foi bom voltar a Buracas depois de praticamente 7 meses longe de ‘casa’, se considerarmos que parti pro RJ dia 02 de maio, embora só tenha chegado a SP, meu destino final, dia 30 do mesmo mês.

A impressão que eu tive era de que nunca tinha saído dali... as ruas, os lugares, as pessoas... ainda que tenha visto coisas novas como a reforma do farol perto da Unit, alguns restaurantes e aquela empreitada (sempre furada) de Fabiano Oliveira, Aracaju tinha aquele mesmo “cheiro” pra mim, e imediatamente me adaptei aquele contexto, deixando de lado a rotina paulistana.

Confesso que ao pousar, saindo da loucura que é Congonhas, sorri ao ver nosso indefectível aeroporto (se é que podemos chamá-lo assim)... fico impressionada como o Governo do Estado ainda não tenha ‘batido o pé’ junto a Infraero pra dar uma cara digna ao cartão de visita do nosso Estado, mas... tudo bem... era bom estar ali e ver aquelas carinhas me espiando do outro lado do vidro, uma sensação tão boa que só aqueles corajosos que colocam a mochila nas costas e partem sabem como é...

Direto pra um dos meus lugares preferidos na cidade, o Boteco/Ferrero, comi uma coxinha de caranguejo pra matar as saudades, e a estada foi praticamente toda assim: um homicídio à saudade! Meus sobrinhos, minha mãe, meu pai, meu irmão, minhas tias, minhas amigas, meus cantos preferidos na cidade... tudo era bom!!! Até voltar a dirigir foi sensacional!!! Kkkkkkk E aquele banho de mar debaixo do sol escaldante??? Aquele banho de mar foi absurdo... recarregou minhas baterias total!!!

Infelizmente o tempo é insensível e me pareceu bastante impaciente nos dias em que finalmente voltei pra casa... não consegui ver alguns amigos e parentes que me são muito caros, poucos, é verdade, mas como uma amiga que mora a mais tempo aqui em SP me disse, “Esqueça isso... a cada volta há menos estardalhaço e menos pessoas com tempo disponível pra te ver”, e se dessa vez já encontrei uma paisagem assim, imagine nos meses e anos que virão... faz parte, né não Kleber Bambam???

Mas o saldo desses dias de curtição foi positivo, sem falar dos dias de trabalho, mais positivos ainda, fiquei muito contente e as expectativas são as melhores pra 2010. Espero voltar em breve a Aju, aliás, a verdade é que com a aproximação das festas de final de ano a 2ª temporada já está garantida... ;)

Com esse primeiro retorno pude constatar que estou adaptada a SP, mas só cheguei a essa conclusão ao chegar aqui na volta! Afinal, é CLARO que me questionei em algum momento enquanto estive em Aracaju do porquê de trocar aquela vida boa, cercada – absolutamente cercada – de amigos e da minha família, de um emprego razoável, do trânsito tranquilo, pela loucura e agitação da vida, ‘a pé’ em SP. Entretanto, tenho projetos ambiciosos e ao voltar pra minha casa, pra minha rotina, não senti arrependimento ou vontade de voltar a Aju, a não ser que seja a passeio, claro! :p

Me sinto maior a cada dia aqui, SP te propicia isso, fato!!! E nem tô falando dos inevitáveis quilos adquiridos, viu?! Por falar nisso, não posso deixar de registrar o susto de uma parte da galera ao me ver em Aju, né?! kkkkk É gente, engordei mesmo... frio, ansiedade, adaptação... é isso aí... era esperado... e em 2010 tudo se corrige, ou alguém duvida do poder que as minhas promessas de ano novo têm??? hehe

O fato é que me sinto maior, no sentido de estar orgulhosa por ter estabelecido metas pra mim e de hoje estar correndo atrás delas como um coelho corre frenético atrás da cenoura! Profissional e emocionalmente, o amadurecimento foi inevitável e é progressivo... isso não tem preço... só por esses 6 meses aqui em SP já teria valido a pena toda reviravolta na minha vida, posso imaginar tudo que estar por vir...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Já é!!!!!!!!

John Lennon disse um dia: “Life is what happens while you're busy making other plans”. E quem sou eu pra discordar do meu ídolo… mas o fato é que depois que eu cheguei aqui em SP... quer dizer... na verdade, depois de um tempinho aqui em SP, quando a ficha efetivamente caiu (e quando o deslumbramento passou), a única coisa que eu tenho feito são planos, planos e mais planos.

Quando não estou fazendo planos, estou fazendo contas. Quando não estou fazendo contas, estou sentindo saudade. Quando não estou sentido saudade tô tomando uma cerveja por aí porque ninguém é de ferro, né?! Kkkkkkkk Fora o trabalho e os cursos, claro...

Fico debruçada no computador tentando chegar exatamente a uma definição daquilo que eu quero, me perguntando se sou capaz, se vai dar certo... por mais de uma vez, já deitada, me levanto da cama e volto a ligar o notebook, rumo a minha planilha do Excel, conferindo item por item de onde posso tirar dinheiro, onde vai entrar dinheiro, quanto posso poupar por mês, por quanto tempo preciso poupar, onde devo aplicar e nessa matemática toda o sono vai embora...

Esses dias ouvi uma música do Lulu enquanto ia de metrô pra casa de uma amiga. Em que pese a música começar dizendo “Sei lá... tem dias que a gente olha pra si e se pergunta se é mesmo isso aí que a gente achou que ia ser quando a gente crescer”, e de ser tomada por uma enxurrada de pensamentos, lembranças e indagações tirando toda minha atenção do caminho, não demorei a notar que só um pouco mais adiante estaria a minha estação... e pisando firme com meu parzinho de all star quadriculado, desci na hora certa com um ‘sorriso de canto de rosto’ ouvindo Lulu mais adiante emendar no refrão: “Por isso eu quero mais, não dá pra ser depois, do que ficou pra trás na hora que já é!”.

É isso aí, Lulu, eu quero é mais... mais planos, mais contas, mais planilha de Excel!
O que ficou pra trás... já é!!!!!!!!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Franz Ferdinand - The Week (SP) - 30/09/2009

[Após a leitura desse post recomendo a leitura do blog de Kaká Barbosa, minha companheira de mais um show, que tão bem ali narra nossa noite espetacular - http://kakasbarbosa.blogspot.com/].

Na última quarta tive o ENORME privilégio de ser uma das 1300 pessoas presentes na boite The Week, aqui em São Paulo, para assistir ao show do Franz Ferdinand.

Não me perguntem como foi possível conseguir aqueles 2 ingressos, um meu e o outro da minha amiga Kaká, o fato é que as vendas, na quinta, se encerraram em minutos... filas nos pontos de vendas, congestionamento na net e no call center... eis que na segunda de manhã, 4 dias depois, eu entro despretensiosamente no site e consigo efetuar a compra sem problemas... foi inacreditável ler aquele “venda aprovada”. Deus abençoe o cartão de crédito...


O dia chegou e lá fomos nós pra The Week. Mas como as coisas sempre têm de ser “com emoção” pra ficar ainda melhores, Kaká se deu conta apenas na fila que não tinha levado consigo nenhum documento pessoal. Putz!!! Não quis demonstrar o nervosismo, mas por instantes achei que isso seria um problema, ali, em cima da hora... choradinha pro segurança e finalmente entramos.

Falo sem medo de errar e sem a pretensão de causar qualquer tipo de inveja a quem não pôde estar lá: depois de Paul McCartney (Flórida/2005) esse foi o melhor show da minha vida! E se considerarmos que Paul é hors concours, Kapranos e companhia conquistaram o pódio, que me perdoem Roger Waters, Madonna, Radiohead, Bob Dylan etc.

O lugar intimista e a platéia selecionada contribuíram e MUITO pra isso. A qualidade do som foi um show a parte... estava PERFEITO, coisa rara... A nossa posição estratégica também contribuiu, afinal estávamos MUITO perto do palco e víamos os caras a 5m da gente, vibrando com a empolgação da platéia de fãs, falando em português coisas como “quebra tudo” e “fudido”... era impossível não viver bons momentos naqueles 90 minutos de espetáculo.


Aliás, o que foi aquela “escalada” do guitarrista Nicholas McCarthy do palco, andando como o homem aranha pelo mezanino onde estava a imprensa [imediatamente acima das nossas cabeças, diga-se de passagem], até o balcão da boite para tocar como um louco sob os braços incansavelmente erguidos da pequena multidão??? Kaká poderá narrar melhor esse episódio, já que correu até e lá e ainda conseguiu tocá-lo quando ele se jogou de costas pra delírio da galera [Foto by Kaká logo abaixo]... sim, ele caiu com guitarra e tudo nos braços do público, para mais gritos e gestos histéricos de todos. Momento absurdamente rock´n roll, do qual assisti extasiada a pouquíssimos metros.


O repertório foi outro fator decisivo pra tornar esse show absolutamente inesquecível pra mim... após começarem com “No You Girls”, os caras emendaram uma sequência de hits que me fez pular mais que canguru no cio: “The Dark of Matinèe”, “Walk Away”. “Tell Her Tonight”, “Can’t Stop Feeling” e “Do You Want To” [que eu ADOROOOO!!!]. A essa altura eu e Kaká já estávamos alucinadas com aquilo tudo e pulávamos e nos olhávamos pensando “É bom demais pra ser verdade...” Mas era verdade, a gente estava ali! :p


Quando eles tocaram “Take me Out” a The Week veio abaixo, e a gente também, claro! Afinal, em 2006 eles anunciaram que não tocariam mais essa canção, mas parece que voltaram atrás. A gente agradece, Kapranos...

E assim, absolutamente impecável, seguiu o show do Franz até seu último bis, versão longa e psicodélica de “Lucid Dreams”, que confesso, conhecia pouco, já que não ouvi bem o terceiro álbum [ainda!]. Mas em 2010 eles voltam, e até lá podem apostar que estarei com “Lucid Dreams” e todas as outras canções da banda afiadíssimas. É esperar pra ver.

Até 2010!!!





domingo, 4 de outubro de 2009

BRILHANTE observação... kkkkk

Em 02/10/2009 12:01, Paula Dantas < xxxxxxxxxxxxxx@gmail.com > escreveu:

Meus amores,

Perdi toda a agenda do meu celular e preciso recuperar o número de vcs!!!!
Peço que me enviem os seus celulares e fixos, ok?! NÃO ESQUEÇAM DE ME ENVIAR!!!! Se possível façam agora mesmo, assim que lerem este e-mail.

Gratíssima!
Xero em todos!!!!
Paulette

2009/10/3 Gucha Maia < xxxxxxxxxxxxxx@uol.com.br >

MINHA FLORRRRRRRRRR

QUE BOM QUE PERDEU A AGENDA... PENSE SE FOSSE O JUÍZO!!!!! NÃO TERIA COMO RECUPERÁ-LO, ATÉ MESMO QUE TODAS AS SUAS AMIGAS LHE ENVIASSEM UM POUQUINHO DO QUE TEM...TENHA CERTEZA QUE SERIA UMA MÍSERA CONTRIBUIÇÀO... KKKKKKKKKKKKKKKKKKK

[...]

ESPERO QUE ESTEJA TUDO BEM COM VC!!

BESOS

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Abbey Road - 40 Anos

No último sábado, 26 de setembro de 2009, o último álbum gravado [e não lançado...] pelos Beatles fez 40 anos! Tenho pouco tempo pra escrever aqui no Tolices, mas não poderia JAMAIS deixar esse registro passar em branco.

Em 1969 os Beatles estavam cansados de serem os Beatles... Brian Epstein, empresário e amigo, grande responsável pelo sucesso comercial da banda, tinha morrido, o Maharishi já havia virado “Sexy Sadie” e Yoko já se fazia [insistentemente] presente a cada sessão de estúdio... a coisa estava um caos! A Apple Corps dando prejuízo, a vaidade e ganância em último nível, as drogas cada vez mais pesadas pra alguns... era certo que a banda estava definhando, pois nenhum deles tinha mais interesse em fazer parte daquele casamento.

Após Yellow Submarine, as gravações do chamado “Projeto Get Back” [em 1970 lançado como “Let It Be”] tinham sido engavetadas, já que se deram num péssimo clima, com brigas, brigas e mais brigas, além, claro, da ‘insuportável’ presença de Yoko, um par de jarro ali no meio de tudo, enfim... lamentável! :p

Contrariando todas as previsões, e ao que tudo indica por iniciativa de Paul, os Beatles concordaram em se reunir novamente em estúdio pra começar novas sessões de gravação... foi nesse clima de “paz” que os gênios voltaram ao Estúdio 2 de Abbey Road para gravar o que seria o último álbum da banda. Em entrevistas posteriores eles admitiram que no fundo no fundo todos sabiam que aquele seria o último disco, mas foi uma “despedida velada”... eles gravaram e resolveram que a capa seria uma foto deles ali mesmo, atravessando a rua em frente ao estúdio, e que o nome do disco seria uma homenagem àquele ambiente que os acolheu por anos e anos...



Tamanha despretensão rendeu pra mim o melhor disco da face da terra. Pra mim, humilde fã e escritora deste blog de tolices, eu lhes digo: não há nada melhor que Abbey Road. O disco é um capricho só e mostra uma banda madura fazendo aquilo que eles podiam fazer de melhor! Cada um se apresentou dentro de suas melhores características, na minha opinião: John com aquele som rasgado, aquele “tapa na cara” (“Come Together”), um Paul melódico e sofisticadamente perfeccionista (“Oh! Darling”), George falando de amor de uma forma tão simples, elegante e profunda que dói (“Something”) e até Ringão escreveu uma – coisa rara na carreira dos Beatles – mandando ver com seu “Octopu´s Garden” que eu particularmente acho uma delícia... arrisco até dizer que o Lado B de Abbey Road é uma mini opereta, tão simétrica e perfeita a execução da música posterior encaixando com a anterior... e o final... ah o final... “and in the end, the love you take is equal to the love you make”. Absolutamente sensacional!!!!!!!!!!

Bom, chega... sou suspeita demais pra falar sobre minha banda preferida, ainda mais sobre esse disco que causa um efeito enorme em mim. Só queria registrar aqui que 40 anos depois Abbey Road continua sendo um retrato fiel da genialidade que tornaram os Beatles eternos na mente e corações de milhões de pessoas em todo o mundo, inclusive na minha, sendo indiscutivelmente a banda mais influente e importante da história do Rock.

VIVA A ABBEY ROAD!!!!!!


*Escrevi esse post, adivinhem... ouvindo Abbey Road! Recomendo!!!!!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Mico do dia...

Oferecer seu assento no metrô pra alguém que você achou que estava grávida, mas... não estava!

Pior foi disfarçar o sorriso depois que a gordinha negou e você percebeu o fora, enquanto pensava "Isso tem que ir pro blog..."

domingo, 20 de setembro de 2009

Brand New


Domingo, 20 de setembro de 2009.
Agora vai... :p

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

sábado, 29 de agosto de 2009

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Tempos Modernos

HotmailGmail… E-mail do trabalho… Msn... Skype... Orkut... Twitter... Blog!

Tá difícil dar conta de tudo! Esse século XXI deixou a gente “sem tempo”, sempre correndo pra dar conta de TUDO!

Ontem teclei no MSN com minha ‘vizinha de parede’... se elas fossem do tipo “dry wall” a gente teria sido capaz de ouvir os dedinhos nervosos de ambas teclando, entretanto, fomos incapazes de abrir nossas portas e colocar a cabeça pra fora pra dar um “alô”. Mal do Século?

Eu acho divertido. Gosto de tecnologia, gosto do high tec. O que seria de mim sem todas essas ferramentas agora que moro longe da minha família e da maioria dos meus amigos? Nada como ligar a web cam e fazer careta pra quem tá do outro lado... e minha mãe sempre fala que fica tranquila quando vê meu Skype on line, é a certeza que eu estou viva, sã e salva, no reduto do meu lar.

Mas isso tudo cansa. Faz dias e dias que penso em atualizar o Tolices e fico com preguiça. Mil idéias pipocando... duas histórias “na ponta da agulha” sobre “a odisséia de morar sozinha [e longe de casa!]” e cadê a disposição de sentar e teclar?

No MSN entro cada vez menos, com exceção do horário comercial, onde fico necessariamente plugada. Muitas vezes em casa, quando entro, fico invisível e não demoro muito tempo...

Do Orkut tbm ando querendo “tirar umas férias”. Muitas fotos novas, gente nova, lugares bacanas, mas nem de longe tenho aquela empolgação antiga de postar cada flash! Meu xodó? O Twitter. Ah... até pq é novidade, né?! Tô sempre plugada e postando alguma coisa, alguma foto (quando dá).

Mas a tecnologia rouba muito tempo da gente. Dedico horas e horas do meu dia a uma tela de computador e sou incapaz de dedicar 2h pra ir até o Parque do Ibirapuera... preguiça também, talvez... de fato, acredito que as facilidades do mundo moderno propiciam, além da solidão, aumento de peso! Por falar nisso, devem existir mil artigos falando sobre o tema... pra descobrir basta jogar no Google!

E o que não se “joga no Google” hoje em dia, heim?! Se brincar até a mãe neguinho tá jogando... No Google você descobre até onde fica a padaria daquele lugar inóspito que o seu colega de trabalho foi e onde disse que provou o melhor pão de queijo da sua vida! Lá você não só descobre onde ela fica, como o melhor trajeto pra chegar até ela, quanto tempo você vai levar pra chegar, seja a pé ou de carro. A gente fica pensando, né: como era o mundo antes do Google? Como eu conseguia fazer meu ‘dever de casa’???

É por isso que eu vivo “plugada”. Sou viciada mesmo, assumo! Fico louca quando estou num lugar sem acesso a internet... me sinto nua, fora do ar!!! O que me conforta é que tem gente pior...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

segunda-feira, 20 de julho de 2009

28, com corpinho de 27!

Sem detrimento do peso da idade, fazer aniversário, pelo menos por enquanto, é muito legal. Receber o carinho das pessoas que você gosta e ter uma boa desculpa pra enfiar o pé na jaca rodeado de gente querida [como se fosse preciso uma desculpa, né?! rsrsrs] é extremamente prazeroso...

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Esse ano passei meu primeiro aniversário “fora de casa”, o primeiro de talvez muitos outros... ou não! Quem sabe? Alguém arrisca um palpite sobre o próprio futuro??? Eu não, pelo menos não mais! Senti falta de ter todos por perto, sem dúvida, mas vibrei a cada telefonema, a cada torpedo e a cada recado no Orkut. Me sinto energizada pelos próximos 12 meses...

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Aqui em SP contei com a presença de muitos amigos queridos, novos ou velhos, na baladinha do sábado a noite que se estendeu pela madrugada do domingo (19) afora... muito bom agregar essa galera de Aju com os alagoanos, cariocas e paulistas que marcaram presença, numa celebração inter-estadu-au! :p MUITO BOM!!! Breve posto algumas fotos no Orkut.

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Entre um telefonema e outro, alguns bastante inesperados [quero só ver sua conta, viu colhedor de uvas! :p], passei o domingo de ressaca, esticada na cama com preguiça até de me proteger do frio, lembrando de todas as comemorações ao longo desses meus ‘produtivos’ 28 anos de vida...

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É muito bom quando a gente pode olhar pra trás e constatar que reuniu tanta gente bacana, façam essas pessoas hoje parte do seu dia-a-dia ou não [e aqui não tô falando de distanciamento físico]. Lembrei da festinha em Pepperland em 2007, do aniversário na Baviera da Rua de Arauá em 1986, dos 10 anos no fundo do quintal de Tia Elna em 91, isso só pra citar alguns, né?! Não dá pra lembrar de todos... mas é muito legal ver os sorrisos estampados nas fotografias.
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Na torcida de que esse seja um novo ciclo incrível... Feliz Aniversário pra mim!!!

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sexta-feira, 10 de julho de 2009

It´s coming up????

[Para ler a matéria clique sobre a figura]

E meu coração já saindo pela boca...
Pelo amor de Deus, seu Luiz Oscar... FECHA LOGO ISSO!!!!!!!!!!!!!!!!

O CARA!!!
Ps. Créditos sobre meu conhecimento da publicação no Veja On Line: Luana Oliva. NHÁ!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

A odisséia de morar sozinha [e longe de casa]: capítulo 1

Nos últimos tempos algumas pessoas se referiram ao blog como “novelinha”. E não é que gostei da idéia? :p Pena que o tempo pra escrever está curto demais, mas não vou largar de mão o Tolices! Resolvi então, ainda que intercaladamente a outros posts, contar algumas passagens dessa minha “novela” aqui em SP.

Além de ter que lidar com a saudade imensa de todos os amigos e parentes, é preciso aprender a lidar com a cidade, as pessoas e o fato de estar morando sozinha pela primeira vez. Então vamos ao primeiro capítulo!

Ser dona-de-casa é um barato! Kkkkkk E todo começo é sofrível, né?! Ainda tomo váááárias “bordoadas”, faço besteira, gasto dinheiro desnecessariamente [por inexperiência, não descuido], mas venho me acertando. Tenho tantas passagens pra contar... mas hoje vou começar falando sobre a arte de lavar roupas.

Cheguei em SP num sábado e comecei a trabalhar numa segunda. Passei o sábado fazendo compras e grande parte do domingo fazendo faxina. No final de semana seguinte minha mãe apareceu por aqui, então tive assessoria de luxo e não precisei me preocupar tanto com os afazeres domésticos. Mas ela foi embora, claro, e então, em determinada noite de segunda, depois de levar 2 bolos seguidos da lavadeira que tinha contatado, me dei conta que precisaria lavar roupas, ou teria que ir trabalhar nua!

A lavanderia do condomínio tem hora marcada, então já cheguei esbaforida do trabalho pra não perder a vez e subi apressadamente pra pegar as coisas. Catei sabão em pó, amaciante e fiquei sem saber onde enfiava as roupas pra levar até lá embaixo. Optei por trazer tudo nos 3 baldes que eu tenho, o que não me pareceu mais ser uma boa idéia ao caminhar até o elevador parecendo uma afligida pela seca com tantos baldes na mão...

Ao chegar lá embaixo, estava frente a frente com 2 máquinas de lavar e 2 secadoras. Fiquei 5 minutos ali, PARADA, com as mãos na cintura, tentando entender como aquilo funcionava e dando boas risadas sozinha... era simplesmente ridículo saber mexer, por exemplo, num celular de última geração e não saber ligar a merda de uma máquina de lavar direito, né?! Tinha que rir... Bom, lidas as instruções, comecei a separar as roupas e abotoá-las, conforme haviam me instruído.

Como tinha roupa de tudo que é tipo e de tudo que é cor, acabei colocando um tiquinho de roupa em cada máquina e deixando o resto das roupas pras próximas lavagens. Regulei as máquinas e coloquei pra funcionar.

Com 3 mudas de roupas em cada, só ouvia a máquina encher de água... e encher... e encher... e encher... impaciente abri a tampa e me dei conta que errei ao escolher a opção “large”, pois fiz uma confusão entre velocidade da lavagem e volume de água. Resultado: minhas roupas estavam literalmente “afogadas” em água e sabão em pó, e fiquei imaginando toda aquela espuma transbordando da máquina e invadindo o condomínio... MEDO! E mais risadas... kkkkkk

Bom, deixei rolar. E enquanto a lavagem era feita, fui fazendo minhas palavras cruzadas e ouvindo musiquinhas no IPod pra matar o tempo. Quando o enxágüe e centrifugação acabaram, corri feliz da vida pra pegar as roupas e colocar na secadora, afinal, ainda tinham mais roupas e eu estava louca pra acabar aquilo tudo e poder subir pra jantar.

Na primeira máquina, tudo uma maravilha... roupas cheirosas, limpas, fiquei me achando a encarnação moderna da “Amélia”numa propaganda de OMO Progress. Na segunda máquina [com roupas pretas]: PAVOR!!!! As roupas estavam impregnadas de um material não identificado, meio manchadas, esquisitas, e meu primeiro pensamento foi quebrar a máquina inteirinha por ter feito aquilo com minhas roupinhas...

Quase com lágrimas nos olhos e expressão de desespero, comecei a sacudir nervosamente tudo aquilo pra "gosma" soltar... e ia dando certo, pra minha felicidade. Foi quando notei um pedacinho maior da sujeira na calça e peguei pra olhar. Era um pedaço de papel e nele estava escrito “assa”[???]..................... PUTZ!!!!!!!!!!!!!!! DEVASSA!!!!!!!!!!! CLAROOOOOOOO... sem saber se ria ou se chorava, percebi que tinha esquecido uma lição básica da “arte de lavar roupas”: SEMPRE VERIFIQUE OS BOLSOS ANTES DE COMEÇAR A LAVAGEM!!!!! Esqueci de verificar os meus e tinha palito de fósforo pra tudo quanto é lado na máquina de lavar e nas minhas roupas, destroços daqueles fósforos promocionais que os bares dão de brinde, muito comum aqui em SP, sabe?!

Limpei tudo e coloquei as roupas novamente pra lavar, dessa vez com menos água e menos sabão, lógico, puta da vida, mas... fazer o quê?!

Agora já estou craque quando o assunto são roupas, viu?! Hoje a noite, mesmo, às 21h, não sei o que você estará fazendo. Eu estarei fazendo palavras cruzadas, ouvindo música e... lavando roupas!
Vivendo e aprendendo... ;)

sábado, 27 de junho de 2009

Who´s bad?


Culpado ou inocente?
Peter Pan ou Vovozinha da Chapeuzinho Vermelho?
“Black or White”?

Quando se trata de Michael Jackson são muitas as perguntas e uma unânime afirmação: ÍDOLO!

Não posso nem quero fazer um histórico da vida de Michael, porque isso é absolutamente desnecessário... quem, vivo hoje, não conhece a força da obra de Michael Jackson? Quem nunca tentou imitar o moonwalk, fez um trechinho da coreografia de Thriller depois de beber todas numa festa ou colocou a mão na genitália dizendo: Who´s Bad???

Michael ditou moda com suas luvas de brilhante e jaquetas coloridas... “inventou” a dança, revolucionou a forma de fazer vídeoclipes e quebrou todos os recordes de vendagens, até hoje insuperáveis. Infelizmente sua vida também foi pautada por escândalos e acontecimentos obscuros, aliás, não só nas vendagens ele será insuperável, no quesito “bizarrice” acho difícil alguma pessoa pública o superar, nem o xará Michael Rourke se aproxima... :p

O fato é que este ícone do Pop e da música mundial comoveu milhões e milhões de pessoas ao redor do mundo com essa prematura notícia da sua morte. Assim como acontece em grandes momentos da história, certamente os anos passarão e você vai se lembrar exatamente de onde estava quando soube da morte de Michael. Eu estava na minha casa (em SP) e fui avisada no telefone por minha mãe. CHOQUE!!! Corri pra net e liguei a TV pra entender como aquilo tinha acontecido, pra fazer a ficha cair.

Nunca fui fanática por Michael, não tenho CDs e esse tipo de tralha que todo fã tem, mas ADORO muitas e muitas canções compostas ou cantadas por ele e uma balada pra mim sempre esquenta quando Jackson aparece nas caixas de som.


Uma pena que eu não possa ter assistido o show dele no Brasil em 1993 [era criança demais pra isso, embora tenha visto na TV]. Lembro da passagem dele por Salvador e Rio em 1996 pra gravar um clipe, mas a “lembrança televisiva” mais legal que eu tenho do Michael foi de ficar colada no sofá esperando o Fantástico exibir o arrebatador clipe de Black or White [acho que foi em 1992, alguém me corrija, por favor]. O que era aquilo??? Nossa... a família toda na sala, todo mundo calado olhando e ao final aquela espécie de “Oh...”. Isso era Michael Jackson!

Uma pena, também, não ter presenciado, ainda que pela net ou TV, a volta de Michael aos palcos aos 50 anos. Acompanhava as notícias da turnê em Londres e estava ansiosa pra ver o que ele ia oferecer ao mundo nesse retorno. Infelizmente nos foi tirada essa chance.

Depois de saber da sua morte, estou atenta as notícias sobre a abertura de seu testamento. Não que eu esteja esperançosa de estar nele, né?! Até porque o cara deixou mais de US$500mi em dívidas... ui... eu quero mesmo é saber pra quem ele deixou os direitos autorais de parte das músicas dos Beatles! Reza a lenda que num acesso de generosidade o beneficiário foi o Paul McCartney? Será???

Interesses materiais a parte, o legado musical que Michael Jackson deixa é inestimável. Tenho certeza que meus filhos conhecerão as músicas dele e, quiçá, elas embalarão suas noites de sábado, afinal de contas, assim como Presley, Beatles e alguns outros, Michael Jackson é insubstituível.

Rest in peace, Jacko!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

E o forró???

Saudades do blog! Mas tá complicado escrever, porque aqui no trabalho quase nunca há tempo e em casa, quando eu não estou “graxeirando”, quero mais é ficar de perna pro ar ou vendo outras coisas na net. Mas vâmo lá...

Mais de 20 dias de endereço novo, e as coisas vão tomando seu lugar. Depois do susto inicial e da correria absurda pra montar apartamento e começar novo emprego, consigo relaxar mais e me localizar melhor em SP, with a little help from my friends, claro... não só dos que estão na cidade, como também daqueles que ligam, mandam e-mail e, quando não, aparecem pra me fazer uma visitinha [e olhe que já foram vááários... :)].

Tenho me sentido melhor com as mudanças. E todo mundo quer saber onde eu estou morando, o que eu estou fazendo, se eu tô gostando do trabalho, se eu tô bem... e junto sempre vem aquela pergunta: “Tá sentindo falta de Aracaju???

Não quero ser injusta, mas apesar da adaptação ‘complicada’ aqui em SP, não sinto vontade [ainda] de voltar a Aracaju. Arriscaria até dizer que se não fossem pelos bons amigos e pela família não voltaria tão cedo...

Talvez o tempo passe e eu releia esse post pensando em como as coisas [mais uma vez] mudaram e como eu tô louca pra voltar a Buraca City. Será??? Tenho plena consciência de como o mundo dá voltas, então não duvido...

Na verdade, fora a família e estimados amigos, sinto falta de certas situações que Aracaju me proporcionava, como ser atendida no Ferrero pelo nome, almoçar em casa, dirigir [estou sem carro aqui], saber onde ficam todas as lojas dentro dos shoppings, e até - pasmem - do clima de forró da cidade nessa época do ano. Se isso é sentir saudades, até que estou sentindo... mas só de pensar em voltar à vida aracajuana sinto calafrios!

Sabe aquela frase clichê “A gente só dá valor as cosias quando perde?”. É mais ou menos isso... digamos que não é uma questão de dar valor ou não, é que o ser humano é muito cheio de vontades, né?! Quando tem alguma coisa à mão despreza, mas quando não tem mais fica saudosista... olha só eu, falando sobre o São João do ano passado: http://tolicessa.blogspot.com/2008/06/junho.html
Quanto desprezo... :p

De fato, lembro de passar vários períodos juninos sem botar a cara num forró sequer, até porque forró nunca foi minha praia [prefiro um bom carnaval, como falei a 1 ano atrás no post mencionado], por outro lado, lembro de outros períodos muito bons, curtindo com os amigos embaixo de chuva, como foi o caso do ano passado.

Infelizmente temos que abrir mão de momentos e pessoas pra poder viver novos momentos e novas pessoas.

Sem bandeirolas penduradas e fogueiras nas ruas, longe de casa me pergunto:

E o forró?
‘Deve’ tá ficando lindo, lindo, lindooooo...

ForróXacomigo, São João 2005

Capela, São Pedro 2007

Arraiá da Mamah III, 2008


Arraiá da Mamah III, São João 2008

Forró dos Uzeda, São João 2008

Forrocaju, São João 2008