segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Metendo a boca no trombone!

Eu falo sozinha e, sobretudo, canto sozinha, especialmente ao volante. Hoje vindo ao trabalho paguei um dos maiores micos “artístico-automobilístico” dessa minha querida carreira.

Ontem fiquei um tempo viajando no You Tube e resolvi postar alguns vídeos novos no meu Orkut. O penúltimo deles foi “Casa Pré-Fabricada”, do Los Hermanos, música que eu adoro, banda que eu amo. Não deu outra, ao entrar no carro esta manhã para vir ao trabalho engatei o primeiro CD dos Hermanos ‘na agulha’ e enfiei o pé na tábua.

Na altura do Shopping Jardins, pouco mais de 8h da manhã, eu já estava cantarolando displicentemente as canções, e não demorou muitos metros pra que no final do Parque da Sementeira eu já estivesse berrando mais que o Marcelo Camelo:

“Minha amadaaaaaaaaaa... não consigo mais viver ao lado teu...
Não consigo mais te dar o meu amorrrrrrrr...
Hoje vivo muito bem sem tua booooocaaaaaaaa...
E sozinho não conheço mais a dorrrrrrrrr...”


Aí lascou, né... começa o solo dos metais (quem conhece a música pode imaginar), e eu ali já chegando ao cruzamento que dá acesso a ponte da Coroa do Meio. Vendo o sinal fechar, reduzo a rotação do motor e... tome-lhe solo de trombone com as mãos:

“pararararararara pararararararara pararararararara papa....
pararararararara pararararararara pararararararara papa....”


Enquanto uma das minhas mãozinhas erguidas segurava o “trombone”, a outra - igualmente erguida - mexia compassadamente ao som de “Descoberta”, como se movimentasse a vara do instrumento (sem piadinhas cretinas, please...), numa legítima performance de “Air trombone” que mataria J.J. Johnson de inveja!

Eis que me dou conta que estou em plena Beira-Mar, em horário de pico, e que meu carro quase não estava mais em movimento, já que o sinal estava fechado. Com aquele olhar de “revesguelo”, estico o pescoço pro lado direito e sem que houvesse tempo pra guardar meu trombone, noto um caminhão baú (acho que era de mudança, sei lá...) com o fundo aberto e uns 6 caras me olhando sem entender porra nenhuma!!!!! Eu não sabia se dava tchau, se matava uma muriçoca ou se simulava um desmaio. O fato é que coloquei o meu carro o mais pra frente possível pra fugir do alcance de visão dos caras e encerrei meu show prematuramente...

Fiquei rindo sozinha até o final do Calçadão da Treze, quando consegui me controlar...
É claro que a pagação de mico foi enorme, mas atire a primeira pedra quem nunca cantou ou imitou algum instrumento dentro do carro... Pagando mico ou não, aos que nunca fizeram, eu recomendo. É uma delícia!

E se me virem rodando com meu “Adão Negro” pelas ruas de Aju City não se assustem com minhas caras e bocas e mãos esvoaçantes. Algum som muito bom tá rolando e me ajudando a chegar ao meu destino mais depressa... ;)

6 comentários:

Dani Barros disse...

Como sempre, texto maravilhoso de se ler....
diga-se de passagem que seus textos que descrevem seus micos são os melhores (vide sua viagem a salvador numa época quebrada...kkkk inesquecível)...
kkkkkkkkkkkkkkkk

nem preciso dizer que fui lendo o texto doida que chegasse no desfecho final do micão!!!

confesso que já paguei micos desses muitas vezes... acho que a melhor coisa que existe é cantar.... e cantar dirigindo é maravilhoso... não tem taxista, motorista de ônibus nem engarrafamento que estrague o bom astral de uma pessoa que dirige cantando!!!!

beijo grande e parabéns pelo texto!!!

Lua Oliva disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Anônimo disse...

Filha, vamos fazer uma consulta ao psiquiatra???? kkkkkkkkkkk Isso não foi nada já fiz pior!!!! Quem herda... não rouba!!!
Bjão

Vera disse...

Esse "anônimo" sou eu, sua mama. É que o dedinho sempre escorrega...

Luli Facciolla disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

(rolando de rir!)

Beijos

Maria Stella disse...

uma "dhiliça" ler esse seu blog!!!! kkkkkkkkkkkk