quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

“Clapton is God”

São 23:52h e desde o ônibus que eu peguei de volta do trabalho, por volta das 19:45h de hoje, li ininterruptamente a autobiografia de Eric Clapton. Comecei semana passada e fiquei absurdamente viciada!!!! Não faz 3 minutos que acabei de ler aquele calhamaço e instantaneamente abri meu Word pra escrever alguma coisa sobre o que acabei de ler... suponhamos que seguindo o post anterior, onde falei sobre algo que estava gostando demais de ouvir, quero participar o quanto a história me fissurou.

Comprei o livro em janeiro/2008, mas essa minha mania de ter preguiça de ler algo divertido ou instrutivo acaba comigo... fazia tempo que não lia nada, acho que o último livro que li foi “Marley & Eu”... na verdade quem me conhece sabe que não consigo ler nada que não seja real... perco o interesse antes de chegar na vigésima página... enquanto todo mundo falava de “O Caçador de Pipas”, “O Código Da Vinci”, “Senhor dos Anéis”, “Harry Poter” e mais recentemente esses livros de vampiro que eu acho o fim da 'picada' (“Crepúsculo” e Cia Ltda), eu me mantinha longe de qualquer roda que estivesse discutindo sobre bruxarias e hobbits... mas histórias de verdade sempre me prendem, basta eu abrir a primeira folha...

Com Clapton não foi diferente. Ler sobre música, especialmente, sempre abre mais e mais minha cabeça, é por isso que eu gosto tanto! Sempre aprendo nomes novos, estilos novos, músicas novas... e não fico só no livro não, com o Google ao alcance do dedo não demora muito pra eu buscar fotos sobre aquilo que eu estou lendo e a história das pessoas citadas, quando não, procuro ler e concomitantemente escutar o álbum sobre o qual está falando aquele capítulo, escutar aquela música depois de conhecer a história por trás dela... isso é cocaína pura!!! :p

Li tanto e queria falar tanto sobre o que eu achei de tantas histórias... Yarbirds, Cream, George Harrison, Pattie Boyd (eletrizante!), Bob Dylan, Lennon, heroína, álcool, Valium, a perda do filho… fiquei com a profunda sensação de que Clapton é um filha da puta de um egocêntrico com um talento GIGANTESCO e que conseguiu, Deus sabe lá como, escapar de tantos vícios. Outros “companheiros” não tiveram a mesma sorte, inclusive sua mulher antes de Pattie, Alice, fiquei sentida nessa passagem, mas o cara é “Deus”, né?! E ele deu uma bela volta por cima... é bonito de se ver.

Musicalmente o livro leva quem lê a uma viagem passando pelo blues de raiz, que ele começou a ouvir criança, passando pelos anos 60, 70, 80 e 90, até chegar a 2007. Qualquer pessoa que curte blues, rock, ou música de qualidade, provavelmente vai ficar tão enfeitiçado ao ler quanto eu. São muitos nomes, conhecidos e desconhecidos, tantos concertos incríveis, uma leitura bastante enriquecedora nesse ponto. Posso dizer que depois de mergulhar de cabeça na leitura meus dias estão abarrotados de blues, o que me faz muito feliz, é claro.

Sei que o livro está há bastante tempo no mercado, mas não é tarde pra devorá-lo.
CORRA!!!

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