domingo, 25 de abril de 2010

Muito além de uma porta...

Quanto tempo sem escrever uma mera tolice qualquer... misto de vida corrida e preguiça!
Pensei em escrever sobre os shows que tenho assistido, sobre os livros que tenho lido... pensei em escrever sobre minhas experiências em SP, os lugares e pessoas... mas o que me motivou a escrever algo novo, em plena noite de domingo, depois de tanto tempo, foi um texto de Içami Tiba, aquele psicoterapeuta para adolescentes que anda e vira está na TV...

Assisti alguma coisa esses dias, não lembro o que foi, mas ao final surgia uma frase dele que achei maravilhosa... encaixou perfeitamente com o conceito que eu tenho de vida... então hoje pesquisei no Gloogle e descobri que o texto inteiro é ainda melhor.

Tentando ‘reinaugurar’ o Tolices, segue “Muito Além de Uma Porta”:

Se você encontrar uma porta à sua frente, poderá abri-la ou não.
Se você abrir a porta, poderá ou não entrar em uma nova sala.
Para entrar, você vai ter que vencer a dúvida, o titubeio ou o medo.


Se você venceu, você deu um grande passo: nesta sala vive-se. Mas também tem um preço: são inúmeras as outras portas que você descobre.
O grande segredo é saber quando e qual porta deve ser aberta.


A vida não é rigorosa: ela propicia erros e acertos.
Os erros podem ser transformados em acertos, quando, com eles, se aprende. Não existe a segurança do acerto eterno.
A vida é generosa: a cada sala em que se vive, descobre-se outras tantas portas.
A vida enriquece a quem se arrisca a abrir novas portas.
Ela privilegia quem descobre seus segredos, e generosamente oferece afortunadas portas.
Mas a vida também pode ser dura e severa: se você não ultrapassar a porta, terá sempre a mesma porta pela sua frente.


É a repetição perante a criação.
É a monotonia cromática perante o arco-íris.
É a estagnação da vida.


Para a vida, as portas não são obstáculos, são apenas diferentes passagens.


Beijo, galera!!!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

“Clapton is God”

São 23:52h e desde o ônibus que eu peguei de volta do trabalho, por volta das 19:45h de hoje, li ininterruptamente a autobiografia de Eric Clapton. Comecei semana passada e fiquei absurdamente viciada!!!! Não faz 3 minutos que acabei de ler aquele calhamaço e instantaneamente abri meu Word pra escrever alguma coisa sobre o que acabei de ler... suponhamos que seguindo o post anterior, onde falei sobre algo que estava gostando demais de ouvir, quero participar o quanto a história me fissurou.

Comprei o livro em janeiro/2008, mas essa minha mania de ter preguiça de ler algo divertido ou instrutivo acaba comigo... fazia tempo que não lia nada, acho que o último livro que li foi “Marley & Eu”... na verdade quem me conhece sabe que não consigo ler nada que não seja real... perco o interesse antes de chegar na vigésima página... enquanto todo mundo falava de “O Caçador de Pipas”, “O Código Da Vinci”, “Senhor dos Anéis”, “Harry Poter” e mais recentemente esses livros de vampiro que eu acho o fim da 'picada' (“Crepúsculo” e Cia Ltda), eu me mantinha longe de qualquer roda que estivesse discutindo sobre bruxarias e hobbits... mas histórias de verdade sempre me prendem, basta eu abrir a primeira folha...

Com Clapton não foi diferente. Ler sobre música, especialmente, sempre abre mais e mais minha cabeça, é por isso que eu gosto tanto! Sempre aprendo nomes novos, estilos novos, músicas novas... e não fico só no livro não, com o Google ao alcance do dedo não demora muito pra eu buscar fotos sobre aquilo que eu estou lendo e a história das pessoas citadas, quando não, procuro ler e concomitantemente escutar o álbum sobre o qual está falando aquele capítulo, escutar aquela música depois de conhecer a história por trás dela... isso é cocaína pura!!! :p

Li tanto e queria falar tanto sobre o que eu achei de tantas histórias... Yarbirds, Cream, George Harrison, Pattie Boyd (eletrizante!), Bob Dylan, Lennon, heroína, álcool, Valium, a perda do filho… fiquei com a profunda sensação de que Clapton é um filha da puta de um egocêntrico com um talento GIGANTESCO e que conseguiu, Deus sabe lá como, escapar de tantos vícios. Outros “companheiros” não tiveram a mesma sorte, inclusive sua mulher antes de Pattie, Alice, fiquei sentida nessa passagem, mas o cara é “Deus”, né?! E ele deu uma bela volta por cima... é bonito de se ver.

Musicalmente o livro leva quem lê a uma viagem passando pelo blues de raiz, que ele começou a ouvir criança, passando pelos anos 60, 70, 80 e 90, até chegar a 2007. Qualquer pessoa que curte blues, rock, ou música de qualidade, provavelmente vai ficar tão enfeitiçado ao ler quanto eu. São muitos nomes, conhecidos e desconhecidos, tantos concertos incríveis, uma leitura bastante enriquecedora nesse ponto. Posso dizer que depois de mergulhar de cabeça na leitura meus dias estão abarrotados de blues, o que me faz muito feliz, é claro.

Sei que o livro está há bastante tempo no mercado, mas não é tarde pra devorá-lo.
CORRA!!!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Fica a dica!

Faz tempo que não escrevo nada sobre música nesse blog, né?! O último post do tema foi em setembro/2009, quando falei sobre os 40 anos de “Abbey Road” (coisa linda!)... ultimamente só eu, eu, eu, eu, euuuu... enchi! Vou dar uma variada e falar um pouco sobre o que anda inundando o meu IPod.

Se bem que eu gostaria de começar falando um pouquinho sobre o show do Cranberries que rolou semana passada aqui em Sampa. Valeu a pena ter ido, apesar de não ter sido um show categoria “inesquecível”, mesmo porque não sou grande fã da banda... mas só de ouvir todos aqueles hits dos anos 90... putz!!!

Lembrei DEMAIS do Tequila antigo, pequenininho... das festas americanas... realmente foi nostalgia até o último nível! Dolores teve uma presença de palco maravilhosa e a cervejinha desceu redonda que foi uma beleza... a casa [Credicard Hall] é bem bacana também, apesar de ser super longe da minha casa, o que onera ainda mais os custos, né?! Mas tudo bem, pra quem viajava de Aracaju pra assistir aos shows tô até no lucro!

Agora em março tem Coldplay(02), A-ha(10), Gun´s and Roses(13) e BB King(19)!!!!!

Mas vâmo lá... hoje eu quero mesmo é sugerir a vocês um cara que eu tenho ouvido bastante ultimamente... Mika! Já falei dele no meu Twitter e renovo a indicação aqui no Tolices. No começo resisti pacas pra ouvir, mas por insistência de uma amiga que trabalha comigo não tive opção! E não é que gostei???
O cara é libanês, criado na Europa, e tem um estilo muito, muito particular... não dá pra definir! Já lançou dois álbuns e o primeiro deles é o meu preferido! Adoro “Grace Kelly”, “Love Today” e “My Interpretation”... adoro as letras (nada convencionais) e as melodias... mas aos mais desavisados, alerto logo que o cara é pop!!!

É isso aí, recado dado!
E quem ouvir e gostar me avise pra eu ficar contente! Quem não gostar, guarde pra vc... kkkkkkkk

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Entre o céu e o inferno - Parte 3 [última]

Com as luzes apagadas o avião começou a descer... e pra completar o lance do atraso, do peso, do motor, ele agora passava por mais nuvens pretas e aquela sensação da bunda levantando da cadeira por 1s era mais freqüente... eu já tinha rezado até em aramaico... já nem pedia aos santos, ia direto a Jesus Cristo...

Quando próximos do chão (mas nem tanto), sem aviso, sem motivo aparente, sem pedir licença, o piloto arremeteu o procedimento num rompante de subida que não deixou a desejar a nenhuma montanha russa... nessa hora eu achei que ia empacotar bonita!!! Os passageiros, junto comigo, entoaram um coro igual aqueles que a gente ecoa num trem fantasma... lembrei do filme “O Auto da Compadecida” e pedi logo a Nossa Senhora pra ter piedade da pecadora que vos fala e interceder rápido!!! O coração, a essa altura, pulsava na testa!!!!!

O piloto foi incapaz de dar uma satisfação, aquele filho da puta!!!! A gente se entreolhava e tudo que eu queria naquele momento era um rosto conhecido pra me tranquilizar... com o braço erguido até a poltrona da frente, a merda da cabeça pensante voltou a funcionar como nunca!

Lembrei de todos os acidentes aéreos que eu já tive notícia, de todas às vezes que vi a porcaria do programa do Discovery sobre reconstituição revelando ao final a causa de cada um dos acidentes... dos meus constantes sonhos com avião, incluindo acidentes, embora eu nunca esteja neles... lembrei que todo início de ano é cheio de tragédias... lembrei que meu chefe cedeu o lugar pra eu embarcar naquele vôo e foi em outro... lembrei que iam especular minha última twitada na TV (pra quem não conhece, seria mais ou menos o equivalente a um último post aqui no Tolices, mas com apenas 140 caracteres)... lembrei que como meu cartão de embarque era do vôo cancelado não iam ter certeza se eu estava mesmo naquele vôo e estando na poltrona 4C se minha arcada dentária derretesse ia dar mais merda ainda por conta disso...

Gente, eu pensei MUITO!!!! Seria impossível descrever tudo que pensei aqui... fiquei imaginando: e se eu morrer??? Mas como assim morrer??? Falta TANTA coisa... comecei a pensar nas coisas que ainda quero fazer na minha vida e que eu não quero morrer tão cedo!!!! Passou aquele velho filme na cabeça sobre todas as coisas importantes que eu fiz, dos meus erros e acertos, das pessoas com quem briguei ou pra quem eu ainda não disse tudo que queria... aquela situação de quem acha que vai bater as botas, né?! Ou vocês nunca viram “Beleza Americana"??? :P

Eu já não conseguia disfarçar meu pavor pra ninguém, enquanto o avião parecia fazer voltas e voltas no ar... todo mundo branco da cabeça aos pés, mas ali... passando confiança... kkkkkkk O guri da janela da minha fileira estava vibrando, para aumentar ainda mais o meu ritmo cardíaco... a cada raio que se via da janela ele gritava “MÃE, MÃE... VOCÊ VIU??? ESSE FOI DOS GRANDES... IUPIIII”... eu queria enfiar o guri no compartimento de bagagem, né?! Mas minhas mãos suadas e “empedradas” não saiam do lugar por nada!!!!! Isso quando ele não gritava “ÒI MÃE, ÒI MÃE, TEM OUTRO AVIÃO ALI, TEM OUTRO AVIÃO ALI...”, e eu me esticando toda pra ver se a peste do outro avião estava muito perto da gente, né?! Ô maranhense ‘fio do cabrunco’!!!!!!

Como o desgraçado do piloto não falava nada, e os tripulantes todos amarradinhos em seus lugares idem, a cabeça frenética da criatura aqui já imaginava 1 milhão de motivos pra que o avião tivesse desistido do pouso... mais uma vez não posso descrever tudo que pensei, mas a idéia que mais me apavorou foi pensar que o trem de pouso não tivesse abrindo e que com aquela pista curta de Congonhas fosse impossível pousar de barriga... como eu não conseguia mais controlar meus pensamentos, a idéia seguinte foi: e se a gente não tiver combustível suficiente pra chegar em Guarulhos ou Viracopos (Campinas)???? Òi... só eu mesma, viu?! Puta que pariu...

Vou confessar pra vocês que em meio a uma conversa super pé do ouvido que eu tive com meu anjo da guarda (esse trabalha, viu?! kkkk) o que me confortava era pensar que eu ia conseguir sair daquilo e contar tudo aqui no blog... que eu ia conseguir transformar aquela angústia toda em algo divertido pra vocês e, principalmente, pra mim.

Percebi que um novo procedimento de pouso tinha sido iniciado... sim, porque o mudinho do Calçadão da João Pessoa falava mais que o piloto, né?! E balança daqui, balança dali, ouvi o trem de pouco descendo, o que já foi um alívio bem grande, viu?! Mas faltava chegar no chão, sã e salva... e bem ou mal pousamos na 'super pista' do Aeroporto de Congonhas, com duas freadas bruscas e paradinha já nas luzes amarelas, é verdade, mas chegamos todos ilesos ao que foi um dos piores momentos da minha vida. Agradeci demais por estar viva e por poder voltar pra casa... eu tremia da cabeça aos pés!!!!

Só com o avião parado o piloto veio nos dar uma satisfação... [Jura??? Com a gente em solo????] Disse que o procedimento de arremeter é 100% seguro e que não pousou porque os ventos não eram favoráveis, então teve de ficar esperando autorização pra pousar...

Talvez se esta informação tivesse sido dada enquanto voávamos eu teria poupado uns 1237981389120490 de batimentos acima do necessário, mas tudo bem... quem sabe se alguma coisa maior não estava acontecendo e ele também estava em tenso? Whatever... tô viva!!!!

Jurei que tão cedo viajava de avião de novo e me arrependi amargamente de ter comprado passagens pro Rio no carnaval... peguei um taxi e fui direto pra casa, já passava das 21h!!! Ao chegar, nem deu tempo de tirar a roupa e meu celular tocou... do outro lado da linha um colega de trabalho: “Paula, foi solicitado de última hora e você terá uma reunião amanhã cedo... em BH!!!! Por favor compre sua passagem para o vôo TAM ‘Congonhas – Confins’ das 7h20 que o cliente reembolsará... boa viagem”.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Entre o céu e o inferno - Parte 2

O avião decolou e minha cabeça já não me deixava em paz... falei até pra minha housemate, quando cheguei em casa desse fatídico dia, esse é o mal de quem lê demais, de quem é bem informado... preferiria não saber, por exemplo, que no acidente da TAM em Congonhas, quando a aeronave atravessou a avenida e explodiu no hangar da própria TAM, falou-se de que o avião estava pesado demais, o que teria dificultado a freada... também não queria saber que os passageiros das primeira poltronas não puderam ser identificados porque o calor excessivo derreteu até suas arcadas dentárias... preciso lembrar que minha poltrona era a 4C???

Digamos que eu vivi 1h40m de um intensivo teste para cardíacos. Quando meu coração não estava batendo na minha garganta (juro que senti) ele estava tentando se acalmar sob o volume máximo do meu IPod... tudo isso pra evitar que eu olhasse as janelas e visse as nuvens pretas que chacoalhavam o avião, mas nada demais... turbulência não foi o problema... na verdade eu queria que meu IPod abafasse o barulho “estranho” que o motor fazia... não sei se era estranho ou não, mas ele tinha picos de continuidade e em seguida fazia um silêncio “ensurdecedor”... a essa altura eu já achava que o motor tinha apagado e a gente ia planar até cair no meio do mato... fiquei pensando em qual seria o jeito menos pior de morrer: se o avião se desintegrasse no ar ou se ele se esborrachasse no chão... a essa altura eu já lembrava de tudo que tinha lido sobre a queda do avião da GOL!

Pra completar, minha “companheira de fila” parecia mais preocupada que eu... vinda de São Luis, ela acompanhava o filho (de uns 6 anos) que precisava de visitas constantes a um médico aqui em SP... ele nasceu com problemas cardíacos. Ele na janela, ela no meio e eu no corredor... então, a certa altura ela me perguntou com aquele rosto humilde e desconfiado: “Estranho o barulho desse avião, né?! O que você acha???”. Minha vontade era abrir o berreiro e contar de todo “cagaço” que tomava conta de mim... mas segurei a onda e disse que ela não se preocupasse, que aquilo era normal... eu estava mentindo, né?! Mas do que adiantaria mais uma pessoa em pânico???

Em todas as vezes que o motor “parava” meu coração parava de bater também... o IPod já não tinha mais volume e o que falar daquela hora em que o avião parece que vai perder altitude e sua bunda quase levanta da poltrona??? Nessas horas acho que pegava meu coração no chão e enfiava no peito de novo...

Pensei em chamar a mesma Comissária e implorar pela verdade: “Tá tudo normal????? Que barulhos são esses???? Por que esse motor varia tanto????”, mas imaginava que isso ia chamar atenção de outros passageiros e eu poderia criar um clima tenso no avião... eu não queria isso... lembrei até de um episódio de Friends (adoro!!!) em que Phoebe quer impedir Rachel de viajar, e com ela já embarcada fala por celular que o avião está com um problema na “falangie”, uma peça que simplesmente não existe... basta Rachel repetir isso alto que todos acabam descendo do avião... kkkkkk

Bom, não consegui comer NADA e só fazia rezar pra que aquilo terminasse logo... rezei muito!!!! Foi quando já passadas 1h desse sufoco, em meio a uma área de instabilidade com todos de cintos atados, inclusive a tripulação, o Comandante avisou que estava iniciando o procedimento de descida... pensei: “Ótimo!!! Mais uns 20min, no máximo, e saio desse sufoco...”.

Mas quem for um leitor atento, e souber fazer conta, vai notar que minha previsão estava errada...
(Já sabem... :p)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Entre o céu e o inferno - Parte 1


São Paulo, 12 de janeiro de 2010. Início de ano, volta intensa pro trabalho, graças a Deus. E assim, de uma semana pra outra, uma ida marcada a Brasília.

Achei legal ir a Brasília porque ainda não conhecia a capital do Brasil, né?! Apesar de ter que ir numa semana complicadíssima no escritório, com um prazo super apertado pra entregar, acordei animada, na medida do possível, às 4h30 da matina (se é que dormi). Destino: o ‘suspeito’ Aeroporto de Congonhas!

Vôo partindo às 6:45h com chegada tranquila ao Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek... da janela do táxi eu ia observando tudo até chegarmos ao nosso destino, eu e meu chefe.

Reunião demorada, mas bastante proveitosa. O almoço mais proveitoso ainda... quem não se lambuza no Porcão??? eheh Tentei manter a dieta ao máximo e não parava de olhar o relógio pra não perder a hora do vôo... eu realmente precisava voltar a SP o quanto antes, a idéia era voltar direto pro escritório, até então.

Chegamos em ‘cima da bucha' ao aeroporto e aí a primeira surpresa: o nosso vôo das 15:10h estava cancelado!!! Pedimos informações a um funcionário da TAM que nos orientou a esperar o próximo vôo com destino a Congonhas às 17:30h... a essa altura eu já estava puta da vida! Tentei pegar um vôo mais cedo em outra companhia, mas todos estavam lotados... o jeito era esperar.

Quando já não se tinha mais o que fazer, começa aquele aglomerado de gente pra embarcar no tal Portão 3. Meu chefe foi então se certificar do nosso embarque, quando um outro funcionário da TAM deu uma versão completamente diferente do funcionário anterior, impedindo que a gente embarcasse... aí foi aquela confusão, chama rádio daqui, corre pro portão dali... sorte que o vôo atrasou, pois alguém vindo do vôo anterior estava passando mal na aeronave.

Conseguimos apenas uma vaga nesse vôo das 17:30h e meu chefe cedeu pra que eu pudesse voltar, ficando de ir num outro vôo da TAM que partiria coisa de meia-hora depois.

Devidamente acomodada na poltrona 4C (sorte ter essa poltrona disponível num vôo onde eu fui a última passageira a ‘garantir passagem’), vi o tempo passar e passar e passar... foram 30 minutos até que rádio irrompesse aquela demora toda:

“Senhoras e senhores passageiros, aqui quem fala é o Comandante. Peço desculpas pelo atraso no vôo, iniciado pelo atraso na chegada do vôo anterior... peço sua licença para passar-lhes algumas informações. A previsão na chegada em SP é de chuva e, infelizmente, esta aeronave está acima do peso para pouso em Congonhas com pista molhada... pedimos a gentileza de que alguns passageiros, se assim desejarem, dirijam-se ao vôo que está saindo praticamente na mesma hora que este para que possamos dar início a nossa viagem... agradeço a compreensão de todos”.

Aí foi aquele alvoroço... parte resmungando, parte preocupada... minha primeira reação foi reclamar na hora, pô, eu já tava puta da vida por ter o meu vôo cancelado do nada, por ter esperado 2h30 naquele aeroporto chato de Brasília, por ter dificuldades para embarcar, pelo atraso desse novo vôo... enfim, falei pra Comissária de Bordo que se ela me garantisse uma poltrona fora da saída de emergência no outro vôo eu iria... foi quando alguns passageiros começaram a sair e eu me dei conta que pegar um avião “pesado” pra Congonhas não era um bom negócio...

Mas aí já era tarde demais, cerca de 20 passageiros já tinham saído e a Comissária deu a transferência por suficiente, fechando as portas da aeronave. Fiquei ‘noiada’ por não ter saído, com essa coisa de destino, do porquê de não ter trocado o meu comodismo por uma aeronave talvez mais segura do que a que eu estava... Apertei o botãozinho sobre minha cabeça e a Comissária veio até a mim, perguntei com todas as letras: “Você tem certeza que essa aeronave tem condições de pousar em Congonhas com a pista molhada em segurança???”, ela foi enfática e explicou que a lotação já tinha uma margem de segurança e que agora estávamos bem abaixo dela... que eu ficasse tranqüila e aproveitasse meu vôo... ai ai...

Bom, com o sol se despedindo, e com 50 minutos de atraso, partimos pra São Paulo... partimos pra Congonhas!

Cenas dos próximos capítulos...
(se o ibope for bom eu conto o resto... kkkkkkkkkkk)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

2010

Como anda abandonado esse blog, né?! Culpa do Twitter! hihi Mas sem sentimento de culpa vou tentar retomá-lo com mais afinco nesse 2010 que já começou bombando... aliás, o Tolices completou 2 anos no último dia 2!!! Parabéns pra mim!!!! :p

Bom, penso que ficar aqui fazendo um balanço de 2009 seria bastante individualista e chato pra vocês, afinal, o que dizer do ano mais importante e decisivo da minha vida??? Colocar a mochila nas costas e sair de casa foi uma decisão corajosa e bem planejada, que deu certo!

Comecei 2010 em casa, em Aracaju, ao lado da minha família e dos meus amigos. Foram 12 dias maravilhosos de muito sol, cerveja e muitas risadas, com direito a uma passadinha na Praia do Forte... Voltei revigorada e ainda mais determinada pra São Paulo... vâmo que vâmo!

Então, resumo da ópera, mesmo que um tanto atrasada, escrevo para desejar a todos vocês que vêm aqui ler as minhas tolices um excelente 2010... que seja um ano ainda melhor do que o que passou, com mais acertos que erros, muito amor, saúde e paz de espírito!

Em breve novo post, esse foi só uma introduçãozinha, tá?! Acho que vou contar pra vocês da minha experiência de “quase morte” num vôo da TAM semana passada... vou tentar transformar a tragédia em comédia...

Beijos!!!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Marco Zero

Quase um mês sem internet e o post sobre a casa nova quase ‘pereceu’... mas vâmo lá, com atraso, mas vâmo!

Casa nova vida nova, né?! E assim me despeço da minha primeira fase aqui em Sampa, feliz da vida...

Foram exatos sete dias entre a notícia da admissão em SP e a mudança. Sete dias intensos e corridos da vinda do Rio de Janeiro pra cá, onde eu estava por cerca de vinte dias. A despedida no “Ovelha Negra” foi um escândalo de boa, mas a chegada de ‘virote’ a SP poderia até ter sido melhor... dias complicados aqueles do início, nem dá pra contar todos os “perrengues”, mas ficar sem energia elétrica em casa por quatro dias já dá uma idéia do que tenha sido, né?! Ainda mais enfrentando logo de cara os dias mais frios do ano na cidade e a falta de tato no trabalho e com os paulistanos... olhar pela janela de casa e não saber onde a minha rua ia dar me deixava angustiada!



Bons e-mails, bons telefonemas e boas visitas no início foram fundamentais... e aos poucos SP deixou de ser “o avesso do avesso do avesso”. O trabalho, a especialização, o inglês, as baladeeeenhas... kkkkk... tudo foi se ajeitando e as boas amizades foram aparecendo. A rua já não era mais uma desconhecida e morar aqui passou a ser algo realmente prazeroso.


Seis meses após minha chegada, meu aluguel por temporada do apartamento encontrado via internet (sim, eu tomei todas as precauções) chegou ao fim. Era hora de assumir um contrato maior e de reduzir as despesas, alargadas pelos altos investimentos em educação desde que cheguei, dos quais não abro mão. Eis que vou morar no apartamento onde essa história toda começou aqui em SP...

O fato é que em março, com os primeiros encontros agendados em SP e ainda empregada em Aracaju, passei uma semana por aqui hospedada pelas queridíssimas Thaís Ettinger e Jamile Barreto. Era minha primeira vez em SP, e me lembro como hoje da sensação de conhecer Sampa e de ouvir Thaís me dizer perto do sofá da sala: “não sei por que, mas tô sentindo que você não vai ficar no Rio não, você vai vim pra cá...”. Profecias a parte, não é que ela estava certa?

Como meu anjo da guarda trabalha 24h em dia úteis, finais de semana, dias santos e feriados, a data limite do meu contrato de aluguel coincidiu com o mês do casamento de Jamile, e assim não tinha outra: já tinha uma roommate, um apê pra ficar, e ainda mais perto do trabalho! Pra Thaís, o conforto de não ter que arcar com um mês sequer do aluguel/condomínio sozinha, fora ter a minha companhia sete dias por semana, né?! Não tem preço!!! kkkkkkkkk Enfim, foi um ‘casamento’ perfeito! :p


Agora penso que a mudança pro meu ‘marco zero’ inicia uma fase beeeem mais tranquila por aqui, com a saudade de Aju muito bem administrada, os planos traçados já a pleno vapor e a organização financeira que eu tanto precisava!

Tudo que quero é continuar por aqui dando o melhor de mim e aproveitando tudo que essa MEGA cidade tem pra me oferecer, incluindo as zilhões de opções de cultura e entretenimento (inclusive noturno... :p). Pouco mais de seis meses aqui posso dizer que São Paulo engorda, mas também faz crescer! ;)

*RIP apê da Vergueiro:




sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Uhu Aracaju!!!!

No último final de semana, mais especificamente entre as últimas horas da noite de quinta (19) e as últimas horas da tarde de terça (24), estive no que chamei de minha 1ª temporada em Aracaju.

Como foi bom voltar a Buracas depois de praticamente 7 meses longe de ‘casa’, se considerarmos que parti pro RJ dia 02 de maio, embora só tenha chegado a SP, meu destino final, dia 30 do mesmo mês.

A impressão que eu tive era de que nunca tinha saído dali... as ruas, os lugares, as pessoas... ainda que tenha visto coisas novas como a reforma do farol perto da Unit, alguns restaurantes e aquela empreitada (sempre furada) de Fabiano Oliveira, Aracaju tinha aquele mesmo “cheiro” pra mim, e imediatamente me adaptei aquele contexto, deixando de lado a rotina paulistana.

Confesso que ao pousar, saindo da loucura que é Congonhas, sorri ao ver nosso indefectível aeroporto (se é que podemos chamá-lo assim)... fico impressionada como o Governo do Estado ainda não tenha ‘batido o pé’ junto a Infraero pra dar uma cara digna ao cartão de visita do nosso Estado, mas... tudo bem... era bom estar ali e ver aquelas carinhas me espiando do outro lado do vidro, uma sensação tão boa que só aqueles corajosos que colocam a mochila nas costas e partem sabem como é...

Direto pra um dos meus lugares preferidos na cidade, o Boteco/Ferrero, comi uma coxinha de caranguejo pra matar as saudades, e a estada foi praticamente toda assim: um homicídio à saudade! Meus sobrinhos, minha mãe, meu pai, meu irmão, minhas tias, minhas amigas, meus cantos preferidos na cidade... tudo era bom!!! Até voltar a dirigir foi sensacional!!! Kkkkkkk E aquele banho de mar debaixo do sol escaldante??? Aquele banho de mar foi absurdo... recarregou minhas baterias total!!!

Infelizmente o tempo é insensível e me pareceu bastante impaciente nos dias em que finalmente voltei pra casa... não consegui ver alguns amigos e parentes que me são muito caros, poucos, é verdade, mas como uma amiga que mora a mais tempo aqui em SP me disse, “Esqueça isso... a cada volta há menos estardalhaço e menos pessoas com tempo disponível pra te ver”, e se dessa vez já encontrei uma paisagem assim, imagine nos meses e anos que virão... faz parte, né não Kleber Bambam???

Mas o saldo desses dias de curtição foi positivo, sem falar dos dias de trabalho, mais positivos ainda, fiquei muito contente e as expectativas são as melhores pra 2010. Espero voltar em breve a Aju, aliás, a verdade é que com a aproximação das festas de final de ano a 2ª temporada já está garantida... ;)

Com esse primeiro retorno pude constatar que estou adaptada a SP, mas só cheguei a essa conclusão ao chegar aqui na volta! Afinal, é CLARO que me questionei em algum momento enquanto estive em Aracaju do porquê de trocar aquela vida boa, cercada – absolutamente cercada – de amigos e da minha família, de um emprego razoável, do trânsito tranquilo, pela loucura e agitação da vida, ‘a pé’ em SP. Entretanto, tenho projetos ambiciosos e ao voltar pra minha casa, pra minha rotina, não senti arrependimento ou vontade de voltar a Aju, a não ser que seja a passeio, claro! :p

Me sinto maior a cada dia aqui, SP te propicia isso, fato!!! E nem tô falando dos inevitáveis quilos adquiridos, viu?! Por falar nisso, não posso deixar de registrar o susto de uma parte da galera ao me ver em Aju, né?! kkkkk É gente, engordei mesmo... frio, ansiedade, adaptação... é isso aí... era esperado... e em 2010 tudo se corrige, ou alguém duvida do poder que as minhas promessas de ano novo têm??? hehe

O fato é que me sinto maior, no sentido de estar orgulhosa por ter estabelecido metas pra mim e de hoje estar correndo atrás delas como um coelho corre frenético atrás da cenoura! Profissional e emocionalmente, o amadurecimento foi inevitável e é progressivo... isso não tem preço... só por esses 6 meses aqui em SP já teria valido a pena toda reviravolta na minha vida, posso imaginar tudo que estar por vir...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Já é!!!!!!!!

John Lennon disse um dia: “Life is what happens while you're busy making other plans”. E quem sou eu pra discordar do meu ídolo… mas o fato é que depois que eu cheguei aqui em SP... quer dizer... na verdade, depois de um tempinho aqui em SP, quando a ficha efetivamente caiu (e quando o deslumbramento passou), a única coisa que eu tenho feito são planos, planos e mais planos.

Quando não estou fazendo planos, estou fazendo contas. Quando não estou fazendo contas, estou sentindo saudade. Quando não estou sentido saudade tô tomando uma cerveja por aí porque ninguém é de ferro, né?! Kkkkkkkk Fora o trabalho e os cursos, claro...

Fico debruçada no computador tentando chegar exatamente a uma definição daquilo que eu quero, me perguntando se sou capaz, se vai dar certo... por mais de uma vez, já deitada, me levanto da cama e volto a ligar o notebook, rumo a minha planilha do Excel, conferindo item por item de onde posso tirar dinheiro, onde vai entrar dinheiro, quanto posso poupar por mês, por quanto tempo preciso poupar, onde devo aplicar e nessa matemática toda o sono vai embora...

Esses dias ouvi uma música do Lulu enquanto ia de metrô pra casa de uma amiga. Em que pese a música começar dizendo “Sei lá... tem dias que a gente olha pra si e se pergunta se é mesmo isso aí que a gente achou que ia ser quando a gente crescer”, e de ser tomada por uma enxurrada de pensamentos, lembranças e indagações tirando toda minha atenção do caminho, não demorei a notar que só um pouco mais adiante estaria a minha estação... e pisando firme com meu parzinho de all star quadriculado, desci na hora certa com um ‘sorriso de canto de rosto’ ouvindo Lulu mais adiante emendar no refrão: “Por isso eu quero mais, não dá pra ser depois, do que ficou pra trás na hora que já é!”.

É isso aí, Lulu, eu quero é mais... mais planos, mais contas, mais planilha de Excel!
O que ficou pra trás... já é!!!!!!!!