segunda-feira, 27 de julho de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
28, com corpinho de 27!
Esse ano passei meu primeiro aniversário “fora de casa”, o primeiro de talvez muitos outros... ou não! Quem sabe? Alguém arrisca um palpite sobre o próprio futuro??? Eu não, pelo menos não mais! Senti falta de ter todos por perto, sem dúvida, mas vibrei a cada telefonema, a cada torpedo e a cada recado no Orkut. Me sinto energizada pelos próximos 12 meses...
24
Aqui em SP contei com a presença de muitos amigos queridos, novos ou velhos, na baladinha do sábado a noite que se estendeu pela madrugada do domingo (19) afora... muito bom agregar essa galera de Aju com os alagoanos, cariocas e paulistas que marcaram presença, numa celebração inter-estadu-au! :p MUITO BOM!!! Breve posto algumas fotos no Orkut.
25
Entre um telefonema e outro, alguns bastante inesperados [quero só ver sua conta, viu colhedor de uvas! :p], passei o domingo de ressaca, esticada na cama com preguiça até de me proteger do frio, lembrando de todas as comemorações ao longo desses meus ‘produtivos’ 28 anos de vida...
26
27Na torcida de que esse seja um novo ciclo incrível... Feliz Aniversário pra mim!!!
28
sexta-feira, 10 de julho de 2009
It´s coming up????
E meu coração já saindo pela boca...
Pelo amor de Deus, seu Luiz Oscar... FECHA LOGO ISSO!!!!!!!!!!!!!!!!
O CARA!!!segunda-feira, 6 de julho de 2009
A odisséia de morar sozinha [e longe de casa]: capítulo 1
Além de ter que lidar com a saudade imensa de todos os amigos e parentes, é preciso aprender a lidar com a cidade, as pessoas e o fato de estar morando sozinha pela primeira vez. Então vamos ao primeiro capítulo!
Ser dona-de-casa é um barato! Kkkkkk E todo começo é sofrível, né?! Ainda tomo váááárias “bordoadas”, faço besteira, gasto dinheiro desnecessariamente [por inexperiência, não descuido], mas venho me acertando. Tenho tantas passagens pra contar... mas hoje vou começar falando sobre a arte de lavar roupas.
Cheguei em SP num sábado e comecei a trabalhar numa segunda. Passei o sábado fazendo compras e grande parte do domingo fazendo faxina. No final de semana seguinte minha mãe apareceu por aqui, então tive assessoria de luxo e não precisei me preocupar tanto com os afazeres domésticos. Mas ela foi embora, claro, e então, em determinada noite de segunda, depois de levar 2 bolos seguidos da lavadeira que tinha contatado, me dei conta que precisaria lavar roupas, ou teria que ir trabalhar nua!
A lavanderia do condomínio tem hora marcada, então já cheguei esbaforida do trabalho pra não perder a vez e subi apressadamente pra pegar as coisas. Catei sabão em pó, amaciante e fiquei sem saber onde enfiava as roupas pra levar até lá embaixo. Optei por trazer tudo nos 3 baldes que eu tenho, o que não me pareceu mais ser uma boa idéia ao caminhar até o elevador parecendo uma afligida pela seca com tantos baldes na mão...
Ao chegar lá embaixo, estava frente a frente com 2 máquinas de lavar e 2 secadoras. Fiquei 5 minutos ali, PARADA, com as mãos na cintura, tentando entender como aquilo funcionava e dando boas risadas sozinha... era simplesmente ridículo saber mexer, por exemplo, num celular de última geração e não saber ligar a merda de uma máquina de lavar direito, né?! Tinha que rir... Bom, lidas as instruções, comecei a separar as roupas e abotoá-las, conforme haviam me instruído.
Como tinha roupa de tudo que é tipo e de tudo que é cor, acabei colocando um tiquinho de roupa em cada máquina e deixando o resto das roupas pras próximas lavagens. Regulei as máquinas e coloquei pra funcionar.
Com 3 mudas de roupas em cada, só ouvia a máquina encher de água... e encher... e encher... e encher... impaciente abri a tampa e me dei conta que errei ao escolher a opção “large”, pois fiz uma confusão entre velocidade da lavagem e volume de água. Resultado: minhas roupas estavam literalmente “afogadas” em água e sabão em pó, e fiquei imaginando toda aquela espuma transbordando da máquina e invadindo o condomínio... MEDO! E mais risadas... kkkkkk
Bom, deixei rolar. E enquanto a lavagem era feita, fui fazendo minhas palavras cruzadas e ouvindo musiquinhas no IPod pra matar o tempo. Quando o enxágüe e centrifugação acabaram, corri feliz da vida pra pegar as roupas e colocar na secadora, afinal, ainda tinham mais roupas e eu estava louca pra acabar aquilo tudo e poder subir pra jantar.
Na primeira máquina, tudo uma maravilha... roupas cheirosas, limpas, fiquei me achando a encarnação moderna da “Amélia”numa propaganda de OMO Progress. Na segunda máquina [com roupas pretas]: PAVOR!!!! As roupas estavam impregnadas de um material não identificado, meio manchadas, esquisitas, e meu primeiro pensamento foi quebrar a máquina inteirinha por ter feito aquilo com minhas roupinhas...
Quase com lágrimas nos olhos e expressão de desespero, comecei a sacudir nervosamente tudo aquilo pra "gosma" soltar... e ia dando certo, pra minha felicidade. Foi quando notei um pedacinho maior da sujeira na calça e peguei pra olhar. Era um pedaço de papel e nele estava escrito “assa”[???]..................... PUTZ!!!!!!!!!!!!!!! DEVASSA!!!!!!!!!!! CLAROOOOOOOO... sem saber se ria ou se chorava, percebi que tinha esquecido uma lição básica da “arte de lavar roupas”: SEMPRE VERIFIQUE OS BOLSOS ANTES DE COMEÇAR A LAVAGEM!!!!! Esqueci de verificar os meus e tinha palito de fósforo pra tudo quanto é lado na máquina de lavar e nas minhas roupas, destroços daqueles fósforos promocionais que os bares dão de brinde, muito comum aqui em SP, sabe?!
Limpei tudo e coloquei as roupas novamente pra lavar, dessa vez com menos água e menos sabão, lógico, puta da vida, mas... fazer o quê?!
Agora já estou craque quando o assunto são roupas, viu?! Hoje a noite, mesmo, às 21h, não sei o que você estará fazendo. Eu estarei fazendo palavras cruzadas, ouvindo música e... lavando roupas!
sábado, 27 de junho de 2009
Who´s bad?

Peter Pan ou Vovozinha da Chapeuzinho Vermelho?
“Black or White”?
Quando se trata de Michael Jackson são muitas as perguntas e uma unânime afirmação: ÍDOLO!
Não posso nem quero fazer um histórico da vida de Michael, porque isso é absolutamente desnecessário... quem, vivo hoje, não conhece a força da obra de Michael Jackson? Quem nunca tentou imitar o moonwalk, fez um trechinho da coreografia de Thriller depois de beber todas numa festa ou colocou a mão na genitália dizendo: Who´s Bad???
Michael ditou moda com suas luvas de brilhante e jaquetas coloridas... “inventou” a dança, revolucionou a forma de fazer vídeoclipes e quebrou todos os recordes de vendagens, até hoje insuperáveis. Infelizmente sua vida também foi pautada por escândalos e acontecimentos obscuros, aliás, não só nas vendagens ele será insuperável, no quesito “bizarrice” acho difícil alguma pessoa pública o superar, nem o xará Michael Rourke se aproxima... :p
O fato é que este ícone do Pop e da música mundial comoveu milhões e milhões de pessoas ao redor do mundo com essa prematura notícia da sua morte. Assim como acontece em grandes momentos da história, certamente os anos passarão e você vai se lembrar exatamente de onde estava quando soube da morte de Michael. Eu estava na minha casa (em SP) e fui avisada no telefone por minha mãe. CHOQUE!!! Corri pra net e liguei a TV pra entender como aquilo tinha acontecido, pra fazer a ficha cair.
Nunca fui fanática por Michael, não tenho CDs e esse tipo de tralha que todo fã tem, mas ADORO muitas e muitas canções compostas ou cantadas por ele e uma balada pra mim sempre esquenta quando Jackson aparece nas caixas de som.

Uma pena que eu não possa ter assistido o show dele no Brasil em 1993 [era criança demais pra isso, embora tenha visto na TV]. Lembro da passagem dele por Salvador e Rio em 1996 pra gravar um clipe, mas a “lembrança televisiva” mais legal que eu tenho do Michael foi de ficar colada no sofá esperando o Fantástico exibir o arrebatador clipe de Black or White [acho que foi em 1992, alguém me corrija, por favor]. O que era aquilo??? Nossa... a família toda na sala, todo mundo calado olhando e ao final aquela espécie de “Oh...”. Isso era Michael Jackson!
Uma pena, também, não ter presenciado, ainda que pela net ou TV, a volta de Michael aos palcos aos 50 anos. Acompanhava as notícias da turnê em Londres e estava ansiosa pra ver o que ele ia oferecer ao mundo nesse retorno. Infelizmente nos foi tirada essa chance.
Depois de saber da sua morte, estou atenta as notícias sobre a abertura de seu testamento. Não que eu esteja esperançosa de estar nele, né?! Até porque o cara deixou mais de US$500mi em dívidas... ui... eu quero mesmo é saber pra quem ele deixou os direitos autorais de parte das músicas dos Beatles! Reza a lenda que num acesso de generosidade o beneficiário foi o Paul McCartney? Será???
Interesses materiais a parte, o legado musical que Michael Jackson deixa é inestimável. Tenho certeza que meus filhos conhecerão as músicas dele e, quiçá, elas embalarão suas noites de sábado, afinal de contas, assim como Presley, Beatles e alguns outros, Michael Jackson é insubstituível.
Rest in peace, Jacko!

segunda-feira, 22 de junho de 2009
E o forró???
Mais de 20 dias de endereço novo, e as coisas vão tomando seu lugar. Depois do susto inicial e da correria absurda pra montar apartamento e começar novo emprego, consigo relaxar mais e me localizar melhor em SP, with a little help from my friends, claro... não só dos que estão na cidade, como também daqueles que ligam, mandam e-mail e, quando não, aparecem pra me fazer uma visitinha [e olhe que já foram vááários... :)].
Tenho me sentido melhor com as mudanças. E todo mundo quer saber onde eu estou morando, o que eu estou fazendo, se eu tô gostando do trabalho, se eu tô bem... e junto sempre vem aquela pergunta: “Tá sentindo falta de Aracaju???”
Não quero ser injusta, mas apesar da adaptação ‘complicada’ aqui em SP, não sinto vontade [ainda] de voltar a Aracaju. Arriscaria até dizer que se não fossem pelos bons amigos e pela família não voltaria tão cedo...
Talvez o tempo passe e eu releia esse post pensando em como as coisas [mais uma vez] mudaram e como eu tô louca pra voltar a Buraca City. Será??? Tenho plena consciência de como o mundo dá voltas, então não duvido...
Na verdade, fora a família e estimados amigos, sinto falta de certas situações que Aracaju me proporcionava, como ser atendida no Ferrero pelo nome, almoçar em casa, dirigir [estou sem carro aqui], saber onde ficam todas as lojas dentro dos shoppings, e até - pasmem - do clima de forró da cidade nessa época do ano. Se isso é sentir saudades, até que estou sentindo... mas só de pensar em voltar à vida aracajuana sinto calafrios!
Sabe aquela frase clichê “A gente só dá valor as cosias quando perde?”. É mais ou menos isso... digamos que não é uma questão de dar valor ou não, é que o ser humano é muito cheio de vontades, né?! Quando tem alguma coisa à mão despreza, mas quando não tem mais fica saudosista... olha só eu, falando sobre o São João do ano passado: http://tolicessa.blogspot.com/2008/06/junho.html
De fato, lembro de passar vários períodos juninos sem botar a cara num forró sequer, até porque forró nunca foi minha praia [prefiro um bom carnaval, como falei a 1 ano atrás no post mencionado], por outro lado, lembro de outros períodos muito bons, curtindo com os amigos embaixo de chuva, como foi o caso do ano passado.
Infelizmente temos que abrir mão de momentos e pessoas pra poder viver novos momentos e novas pessoas.
Sem bandeirolas penduradas e fogueiras nas ruas, longe de casa me pergunto:
E o forró?
‘Deve’ tá ficando lindo, lindo, lindooooo...

ForróXacomigo, São João 2005

Capela, São Pedro 2007
Arraiá da Mamah III, 2008
Arraiá da Mamah III, São João 2008
Forró dos Uzeda, São João 2008
Forrocaju, São João 2008
quinta-feira, 11 de junho de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
SP
Só na noite de hoje tive tempo, ou melhor, forças pra escrever. E mesmo assim, como ainda estou sem net, não sei quando conseguirei postar, provavelmente vocês só estarão lendo isso no dia 9 ou 10... mas vamos lá.
A chegada aqui em si já teve mil e uma confusões. Vim num vôo da TAM do Rio comprado por R$49,90. Eu devia ter desconfiado dessa pechincha, né?! Era um vôo internacional que iria pra NY. Daí são 2 os inconvenientes: primeiro, ter que passar por toda aquela chatice que são os procedimentos de embarque internacional. Nessa brincadeira, perdi meu desodorante e demaquilante, pois como líquidos, tiveram que ficar de fora da minha bagagem de mão. Dei um escândalo ao chegar no portão de embarque tão logo avistei um funcionário da TAM, eles não me alertaram de nada e eu acabei no prejuízo. Como se não bastasse toda demora, filas e prejuízo, ainda fui obrigada a viajar num puta avião e ver um monte de gente indo pra NY enquanto eu tinha que descer em SP. Putz... maior coito interrompido, heim?! kkkkkk Eis o segundo inconveniente.
Enfim em SP, vim direto conhecer o apê que fisguei pela internet e acabei fechando o negócio na própria visita, já que já tinha ajustado o contrato em trocas de e-mail. Deixei minhas coisas aqui e logo em seguida uma amiga [quase paulistana :p] veio me pegar para almoçarmos. De lá fomos às compras, o que se prolongou até mais de 10:30h da noite, se contarmos com a minha ida ao supermercado logo depois que ela me deixou aqui.
Resumindo, foi um dia extremamente cansativo, até porque não dormi NADA na noite anterior [foi a noite do meu bota fora no Rio]. Pensei “vou aproveitar até o último minuto”, mas se arrependimento matasse... :p
Bom, a primeira noite foi terrível!!! Com o apê sujo, cheio de sacolas no chão e sem energia (esse eu explico depois, senão o post fica muito grande), não me restava nada a fazer senão forrar a cama e cair no sono, assim mesma, suja, ou você tomaria um banho frio depois das 23h na gelada São Paulo? E olhe que eu nem imaginava o frio de fato que estava por vir...
Choramingadas a parte, peguei no sono... quem disse que ia ser fácil????
O dia seguinte foi dia de fazer faxina. Nunca limpei tanto e tão bem. A galera fica tirando onda, dizendo que queria ser uma mosquinha pra ver, mas não tem essa não... o apê agora é minha casa e é como um filho, depende de mim pra “sobreviver”. Faxinei mesmo!!! Limpei TODOS os móveis com poliflor, varri, passei pano molhado, passei pano seco,limpei banheiro, arrumei minhas roupas, guardei as compras... ufa! Já tô até cansada de novo!!!
Às 16:30h, já tomadinha banho, voltei às compras. Muita coisa pra comprar e eu sabia que quando o dia seguinte chegasse e eu começasse a trabalhar não teria mais tempo. Mesmo assim não consegui comprar tudo. Tem que analisar preço, né?! Fora que também é muita coisa pra pouco tempo. Além do mais, eu tinha um compromisso imperdível nessa noite, compromisso este que eu não perderia por nada!!!! Imagina depois de chegar num lugar “estranho”, e estar toda sensível, encontrar duas pessoas que você ama diretamente de Aju City??? Vocês não imaginam como é bom...
Jantamos num restaurante MARAVILHOSO e super conhecido [não vou falar o nome porque não pagaram ao Tolices pelo merchan... kkkkkk]. A comida estava DIVINA, o lugar é LINDO, e as companhias imprescindíveis... Fofucha e Bethovem, voltem logo pra me ver porque eu já estou roxa de saudades... :p
Então... [bem paulistano esse “entãoooo...” kkkkk adouuuro!], a segunda chegou e a temperatura DESPENCOU!!!! Peguei o metrô e já caminhando na Paulista me dei conta que meu lenço no pescoço e camisa de manga comprida não iam dar conta daquele vento... mas a temperatura é um parágrafo a parte, vamos falar do trabalho, afinal, foi pra isso que eu vim, né?!
Bom... esses dias caminhando naquela avenida tão famosa com meu look europeu (kkkkk) fiquei pensando comigo o quanto surreal era aquela cena. Sei lá, eu sei que eu corri atrás disso, mas é muito engraçado me ver assim desse jeito, saltitando na Paulista com um café bem quente na mão, entrando naquelas torres grandes e espelhadas pra mais um dia de trabalho. Na hora do almoço descer conversando com um monte de gente engravatada e almoçar rapidinho pra voltar... Muita gente deve pensar, “e isso é vida???”, pra mim é, foi atrás dessa vida que eu vim. Seja o que Deus quiser, agora já to aqui, o que era o mais difícil. Quanto ao resto, vou me acostumando.
Até ao frio espero me acostumar, viu?! Tô aqui super gripada [mas já estive pior], digitando com meu notebook no colo, debaixo de um lençol, uma manta e um edredom! Estou de meia e só não coloquei a luva porque não dá pra digitar com ela... kkkkkk... Brincadeira. Hoje até que a temperatura subiu [estava 17° quando cheguei em casa], terça e quarta foram dias mais complicados, andando na rua via os termômetros marcando 9° e eu tentando caminhar mais depressa, com as mãos enterradas nos bolsos do sobretudo... Na segunda a noite, às pressas, saí do trabalho e fui emergencialmente comprar roupas de frio, muito chiques por sinal! :p
É isso... por enquanto acho que o Tolices vai perder um pouco do tom impessoal que sempre gostei mais de dar a ele, já que vou ter menos tempo pra escrever e muita novidade que dá vontade de contar. Espero ter muita coisa boa ainda pra dizer por aqui.
Aos que torceram/torcem contra, só lamento.
Aos que torceram realmente por mim, muito, muito, muito obrigada. Estou muito feliz [e com MUITAS saudades...]. As dificuldades vou superando. ;)
Até breve!
sábado, 23 de maio de 2009
Vou te encarar frente a frente...
Bom, depois eu volto a ele. Vamos recuar um pouco no tempo...
Desde que resolvi “mudar de vida” nunca deixei de ter alguma perspectiva em jogo. Quando uma coisa não dava certo, outra oportunidade surgia do nada, então não me batia desespero nem baixo astral, mas não vou negar que quanto mais os dias passavam mais eu ficava apreensiva e meio de saco cheio de “não fazer nada”...
Eu tinha estado em São Paulo dia 11 de maio pra participar de um processo seletivo longo... ao chegar lá constatei que a vaga era ainda melhor do que minha expectativa anterior: um excelente escritório, para fazer parte de uma equipe e atuar na área de meu maior interesse, só que numa escala muito maior do que a que eu vivi em Aracaju, afinal, estamos falando do principal centro financeiro, corporativo e mercantil da América Latina!
Fui entrevistada... quer dizer... sabatinada por 4 pessoas diferentes, sendo uma psicóloga, dois advogados e um gerente de projetos. Foi uma tarde inteira e mais um pedacinho da noite falando sobre coisas previsíveis, como meu histórico profissional, e imprevisíveis, como a minha vida pessoal, minhas preferências e desafios. Além disso, tive que me submeter a 2 provas, uma delas em inglês, o que me fez sair desanimada da sessão, porém não desesperançosa...
Lembro de estar atravessando a Paulista com pressa pra não perder meu vôo de volta pro Rio e receber o telefonema de uma grande amiga atônita por novidades. Lembro de falar do meu “tesão” pela vaga e das minhas previsões. Naquele momento não sabia que teria que ficar 10 dias roendo as unhas a espera de um resultado...
Aquela demora estava me desanimando. Passava o dia inteiro em casa buscando contatos pela internet e pensando “Pô Paula, na boa... já era, né?! Se eles tivessem optado por vc já teriam te dado um retorno...”. A noite sempre saía com meu irmão e amigos e numa dessas noites no Devassa aproveitei a presença de um amigo de amiga (entenderam? :p), que é “bambambam” na empresa pra qual trabalha e para a qual entrevista muitos candidatos, pra contar da minha angústia e praticamente repeti a entrevista inteira pra ele... ninguém agüentava mais eu falar disso... kkkkkkk... mas o legal foi que ele me tranquilizou, disse que eu não havia me saído mal e que a demora fazia parte.
Bom, enquanto o resultado não saía, recebi uma nova proposta de trabalho em SP. Tratava-se de uma empresa do Grupo Ibope e eu fiquei animada porque o salário ema muuuuito bom, mas eu sabia que pra crescer como eu quero crescer ser advogada interna de uma empresa não é a melhor pedida... bom, me coloquei a disposição para voltar a SP quando recebi um e-mail de um dos escritórios aqui do Rio, daqueles que tinha visitado na minha primeira vinda em março.
No dia 19 fui até a Rua do Ouvidor e me submeti a 2 provas, uma objetiva e uma dissertativa. Saí com a sensação de dever cumprido, mas a vaga não era exatamente o que eu queria... na verdade há um tempo atrás eu teria ficado empolgadíssima, mas depois daquela visita a SP eu não gostaria de fazer outra coisa senão trabalhar com aquela equipe.
Na manhã do dia 20 acordei, então, com aquela notícia “chata” no celular, abri meus e-mails e não havia nenhuma novidade. Comi e fiquei zanzando pela casa. Era um dia de sol no Rio e mesmo assim eu preferi não sair. Depois do almoço, espreguiçada na cama, via minha mãe se arrumar para ir até a casa da minha prima. Foi aí que meu celular tocou e as perninhas já começaram a tremer ao ver pelo bina o prefixo paulista... quando desliguei meus dentes não cabiam na boca... kkkkk... foi uma das melhores sensações da minha vida ouvir aquele “você foi aprovada”... nunca fiquei tão feliz por merecer a aprovação de alguém! :p
Segundo o site Wikipedia, São Paulo além de ser o principal centro financeiro, corporativo e mercantil da América Latina, é a maior cidade do Brasil, das Américas e de todo o hemisfério Sul, sendo uma das cidades brasileiras mais influentes no cenário global e considerada a 14ª cidade mais globalizada do planeta. Segundo a revista estadunidense Reader's Digest, a cidade é a 62ª melhor do mundo para se viver. São Paulo é também a 19ª cidade mais rica do mundo, e o município paulistano representa, isoladamente, 12,26% de todo o PIB brasileiro e 36% de toda a produção de bens e serviços do Estado de São Paulo, sendo sede de 63% das multinacionais estabelecidas no Brasil, além de ser responsável por 28% de toda a produção científica nacional – segundo dados de 2005.
Li também que sua região metropolitana é a 6ª maior aglomeração urbana do mundo, possuindo 19.223.897 de habitantes, quer dizer, na verdade daqui a uma semana esse número vai aumentar... 'seremos' 19.223.898! :p
Hasta la vista, Sampa!
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Tchalô!!!
Hoje, 15 dias depois de chegar ao Rio, não me sinto mais ansiosa como antes, mas começo a me cuidar financeiramente pra não estourar o orçamento planejado antes de sair de Aju. Sair menos, comer fora apenas quando estritamente necessário e só pegar táxi em último caso. Não é uma situação das melhores pra quem tinha uma vida razoavelmente confortável, mas vou mentir se disser que isso não está sendo bom pra mim.
Me sinto mais adulta, sei lá... mais dona do meu nariz, apesar de minha mãe estar por perto desde o último final de semana. E isso é maravilhoso... sinto que estou fazendo algo por mim e me sinto muito bem com isso. Até lavar pratos tem uma certa satisfação pessoal, embora ainda esteja morando “de favor” com meu irmão. Fico pensando que quando tiver minha casa vou me sentir mais responsável com essas tarefas domésticas e será o meu apê, né?! Nooooooooooossa... NÃO VEJO A HORA!!!
Bucha é lavar e passar roupa... ô negocinho chato! :p Me molho TODA, fora que demoro pacas em cada peça, é uma novela... pra passar, idem. Viro a roupa de um lado pro outro 10 vezes e ela nunca fica do jeito que deveria... nessas horas xingo mais que torcedor na arquibancada do Maracanã! Kkkkkk Definitivamente, sou uma mulher do Sec. XXI, Amélia que se dane!!!
Hoje já voltei a malhar e me matriculei num curso de inglês pra me manter ocupada. Pelo que eu soube é a melhor escola daqui... tô precisando demais escrever e falar fluentemente. Fiquei feliz por entrar na metade do curso depois de fazer um teste escrito e outro oral. Já já termino esse e emendo num espanhol, quem sabe... planos não me faltam, nem vontade e muito menos gana pra correr atrás.
No mais, é vida que segue... continuo colecionando perspectivas e pensamento positivo, além de muitas saudades, né... aliás, falar com minhas amigas durante o “Quinta Happy Tangas” da última semana não foi tarefa nada fácil... e sei que elas perceberam isso... Mas aos poucos a saudade vai amenizando [Tomara!], eu vou me integrando a cidade e ela a mim... mais um tempo e nem serei mais uma firanghi estrangeira... kkkkk Tudo isso sem descuidar do meu foco.
TCHALÔ!!! ;)

