segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Adeus ano velho...

O ano está acabando. Com ele chega o verão e os amigos e parentes que moram fora e voltam pra casa pras festas de fim de ano. Com um pouco de sorte você tira alguns dias de folga e consegue pegar aquela corzinha que a muito tempo persegue... os dias ficam mais coloridos, as noites mais barulhentas e a vida mais leve.

O Natal passou como um cometa apressado... mal deu tempo de mandar um torpedo pras pessoas queridas e Papai Noel já tinha se mandado de volta pra Lapônia com suas velhas renas e duendes... daqui pra frente todos estão aguardando mesmo é a virada do ano.

Nessa época as conversas de elevador sempre mudam de tema, já repararam? Ao invés do repetitivo “Como tá quente hoje, né?!”, a famosa questão climática dá lugar ao não menos famoso “Como o ano passou depressa...”. Entre num elevador com algum desconhecido e comprove!

Outra curiosidade dessa época do ano são os brindes. Já repararam na filosofia de mesa de bar recorrente desse período? O estalar dos copos sempre vem seguido de um “A vida é curta, minha gente!!!” ou então “A vida é agora!!!”, e tome-lhe vodka, whisky, proseco...

De fato, tenho que concordar que a cada dia o tempo passa mais depressa e o ano fica mais curto. A gente vai ficando mais velho e vai sentindo na pele que os brindes são retóricos, mas que fazem todo sentido...

Embora o presente seja indiscutivelmente a coisa mais importante das nossas vidas, não seria ruim fazer um balanço do passado e aprender com os erros e acertos. O futuro, esse sim, a gente simplesmente deixa acontecer...

É por isso que eu não quero esperar nem muito, nem pouco do meu ano novo... se 2009 for menos frenético, mas não menos positivo como foi meu 2008, já será fantástico... aliás, sinto que minha vida vem andando em ciclos e se minha intuição estiver certa, 2009 será um grande ano, ainda mais grandioso que 2008. É a tal “vibe” que eu venho falando... :p

Então... desejo a todos os leitores do Tolices um 2009 de arrebentar a boca do balão!!! Espero encontrá-los aqui no ano que vem para que vocês continuem abrilhantando o meu “ócio criativo”...

Ah!!! Dia 2 o Tolices faz um ano. Espero ter inspiração suficiente pra escrever alguma coisa legal...

Beijos a todos, e até lá!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Fotos do show da Madonna - Maracanã 14/12/2008

Na fila animação total pra ver a Rainha do Pop

Ai que loucura, Amaury!!!

Mais felizes que pinto no lixo (ou seria na chuva?)


Eu e Paula Amaro mostrando o mega palco ao fundo

Olha ele aí, lindão!!!


Da corcunda de Dani, fotinha de Madonna em "Miles Away"
protegida pelo guarda-chuva...

Game Over! Foi demais!!!!!!
Ps. A foto não saiu melhor pq o celular tava encharcado...

"Na Chuva Com Madonna"

As expectativas pro final de semana eram as melhores, e embora uma teimosa chuva tenha caído do céu do Rio de Janeiro durante toda a minha visita, ele não me decepcionou...

O tempo foi corrido e desde a chegada o pensamento estava focado em uma única coisa: o show de Madonna. A cidade já respirava a Diva, aliás, no próprio vôo da TAM, patrocinadora dos espetáculos, nossa ansiedade foi elevada a mil quando uma espécie de propaganda da turnê foi exibida nas telinhas sobre nossas cabeças nos fazendo criar uma “ola” desajeitada...

Já com os pés na cidade, era tempo de rever o pedacinho da família por lá e fazer umas comprinhas rápidas, afinal, não deu praia! Mas o que fazer num Rio de Janeiro chuvoso? Ora... correr pro primeiro boteco e tomar uns chopes gelados!!! Foi o que eu fiz, uma pequena “baratona” percorrendo 3 diferentes botecos no Leblon entre o fim de tarde e a noite carioca. Foi MARA!!!

Atrasadíssima pro nosso programa noturno, já cheguei na Lapa com aquele ar de “o Rio de Janeiro continua lindo... AU!”, e o Monobloco em pleno Circo Voador não decepcionou: foi de arrepiar.

Do samba no Circo pras carrapetas da Casa da Matriz com minha amiga guerreira BRAÇO, até ver o sol bater a pino em nossas cabeças enquanto lanchávamos às 8h da manhã... O RESTO É LENDA! NHÁ!!!

Precisa dizer que no sábado eu tava destruída? Mas Rio é Rio, e lá não há tempo a perder. Depois do almoço no Horto, várias “ruivas” no Devassa de Ipanema pra recompor as energias, e logo emendamos a noite de volta ao Leblon pra experimentar um dos sushis mais famosos da Cidade Maravilhosa. Mas mais famoso que o sushi deveria ser a conta do tal Sushi Leblon, o Senzai vira lanchonete perto...

Hora de dormir, porque amanhã o dia seria longo... e foi!
Almoço reforçado no Outback com toda galera de Buracas (fazendo aquela zuada habitual que incomoda todas as mesas à volta... kkkk) e partimos pro Maraca.

A chuva, ainda teimosa, nos obrigou a comprar capas de chuvas antes de procurar nosso lugar na fila, que pra minha surpresa não estava tão longa quanto o imaginado. Na verdade demos muita sorte, porque acabamos indo de carro com minha querida amiga Paula Amaro que estacionou em frente (!!!) ao nosso portão.

Logo a fila começou a se mexer e organizadamente conseguimos entrar no Maracanã (Ps. Alguém até comentou na hora que foi mais fácil entrar pra ver Madonna num Maracanã com 70mil pessoas do que no Sítio Terêncio na Odonto Fantasy. Organização É TUDO!).

Gente, o que era aquilo? Entrar no Maracanã e avistar aquele palco gigantesco com as letras “M” estampadas fez meu coração disparar... não dá pra explicar, porque nem fã de Madonna eu sou... quer dizer... digamos que eu a admiro e gosto de algumas músicas, mas não me comparo com um fã de verdade. Só que ver o Maracanã lotado de gente é emocionante demais, e logo fomos procurar um lugarzinho legal pra assistir ao show ali da pista.

O show começou e nem parecia que uma chuva insistente e relativamente intensa caía sobre nós. Logo ali, Madonna a nossa frente entoando Hard Candy cercada de bailarinos na primeira das quatro partes do show. A segunda música é uma das minhas preferidas do novo CD, Beat Goes On, então a partir daí eu me acabei mais ainda, né?! Dancei mais que a preta do leite... e tome-lhe chuva!!! Foi nesse momento que Madonna se dirigiu a primeira vez pra nós: “Hello Rio de Janeiro!!!” Ai Jesuixxxxxxxx... o Maracanã urrava!!!!!

O show prosseguiu e eu permanecia na ponta do pé pra tentar avistar Madge no palco (minhas panturrilhas estão doendo horrores!!!). Nosso lugar era muito bom pro setor que a gente comprou, mas perto perto mesmo estava a galera da pista vip. Eu só pensava no meu primo Netto e como ele estaria reagindo aquela overdose de Madonna...

PRIMEIRA PARTE DO SHOW: Hard Candy, Beat Goes On, Human Nature e Vogue.

Tive a sorte de ficar “amiga” do casal de gays a minha frente (carisma é tu-do!) e um deles me suspendeu já na segunda parte durante Into The Groove, foi quando eu tive uma visão melhor do palco, da multidão e de Madonna, claro.

Tudo era perfeito, mas a chuva atrapalhou um pouco. A produção não parava de esfregar toalhas brancas pra enxugar o palco e durante alguns momentos alguém do staff segurava um grande guarda-chuva preto enquanto Madonna empunhava sua guitarra na passarela de 17m que fluía do palco principal. Foi assim em Human Nature, por exemplo.

Madonna estava simpaticíssima, fazendo caretas, sorrindo, conversando e piscando pro público... acho que aqui no Brasil, já ao final de sua turnê, ela finalmente encontrou uma platéia de verdade. Reclamou várias vezes da chuva repetindo “fuck the rain” e perguntava se a gente se incomodava com ela. Adivinhem o que dizia o coro de 70mil pessoas? “NO!!!!!”.

Em She´s Not Me até Madonna sucumbiu a chuva levando um tombo no palco que eu acompanhei pelo telão. Quer dizer, a galera já gosta de cair nos shows que eu vou, né?! McCartney também caiu em 2005... acho que sou pé frio! :p Mas foi justamente depois do tombo que Madge surtou!!!

Nessa música Madonna fala de alguém que não é ela, e várias bailarinas entram com um determinado figurino da carreira da Diva. Madonna agarrou a dançarina de noiva alá Like a Virgen e tascou-lhe a maior colada concomitante a um aperto na bunda. O Maracanã vibrou... kkkkkk Ela achou pouco e começou a arrancar toda a roupa do figurino: casaco, peruca, óculos, meia... short! Tudo jogado pra platéia ensandecida enquanto ela loucamente se debatia no chão. Loucura loucura, loucura!!!!!

SEGUNDA PARTE: Into The Groove, Heartbeat, Boderline, She´s Not Me e Music.

Na terceira parte, pra mim a menos legal, antes de tocar no violão You Must Love Me ela disse (em iglês, claro), que era muito bom voltar ao Brasil depois de 15 anos e pediu desculpa por nos ter feito esperar. Disse que amava o Rio e agradeceu, já em português, sob o berro dos presentes, com um sonoro: “Obrigado”.

Frise-se que essa não foi a única palavra de Madonna em português. Em She´s Not Me, aquela mesma música em que ela “surtou”, caiu e quase ficou nua no palco, ela gritou do nada “PUTAAAAAA...” kkkkk... Mais uma vez o Maracanã respondeu com gritos.

Pra mim o ponto alto dessa terceira parte foi La Isla Bonita, um clássico da carreira da Rainha, né?! A gente se acaba de dançar, não tem jeito... ah, sem esquecer de Miles Away, quando Dani Todeschini me colocou na corcunda!!!!! Kkkkkk Tirei fotos e filmei enquanto ela achava pouco meu peso em cima dela (de calça jeans encharcada da chuva) e ainda dançava... amiga ama!!!!

TERCEIRA PARTE: Devil Won´t Reconize You, Spanish Lesson, Miles Away, La Isla Bonita/Lela Pala Tute e You Must Love Me.

A última e mais eletrizante parte do show começa com o vídeo “Get Stupid” inspirado em 4 Minutes. Várias vezes estampando a mensagem “get up”, o vídeo mostra imagens chocantes do mundo, como pessoas mortas e desnutridas, além de imagens de guerras, políticos e pacificadores, como John Lennon (lindo!!!). No final, Barack Obama aparece e o Maracanã se esgoela em coro mais uma vez.

A chuva, intermitente, aperta ainda mais e Madonna volta ao palco enquanto o Maraca ecoa os primeiros acordes de 4 minutes. É a vez de Madonna dividir o palco com Justin Timbarlake nos telões, até que Like a Prayer começa e o Maracanã vem abaixo... foi a parte mais emocionante do show, SEM DÚVIDA, com 70mil pessoas cantando junto e pulando (muito!!!) sem parar. Ali da pista então, era pular ou pular, mas, aqui pra nós, isso não foi nenhum sacrifício...

Madonna estava visivelmente feliz e parecia se esforçar ainda mais pra fazer a gente não ficar parado. De Like a Prayer, Ray of Light, Expresse Yourself (pedida por um sortudo fã da platéia), Hung Up (AMO!!!) até a última, Give It 2 Me. Madonna, esfuziante, desce do palco, manda o segurança se afastar dela e a 20cm de fãs alucinados canta junto com eles. Foi fantástico!!!! Ela se despede e se lê “Game Over” nos telões.

QUARTA PARTE: 4 Minutes, Like a Prayer, Ray Of Light, Hung Up e Give It 2 Me.

Esse é o tipo de show que acaba e a gente continua extasiado. Holiday toca e a multidão vai se dispersando e cantando. Encontro meu primo saindo da VIP e ele está ainda mais extasiado que eu, me diz que a viu tão de perto que foi capaz de ver detalhes, como o rímel acima dos olhos... kkkkkk

Madonna é MARA e o Maracanã inteiro se ajoelhou aos seus pés, até eu. Ela tem o domínio total do palco e da platéia. Várias vezes me peguei parada, mesmo com aquele som todo, de boca aberta assistindo as coreografias e pensando “Porra, essa mulher tem 50 anos!!!”.

Com 25 anos de carreira, é difícil imaginar que alguém alcance o sucesso que ela alcançou. É rainha com todos os méritos e com o vigor que mostrou ainda vai continuar rainha por muitos anos, mesmo quando não puder mais fazer o que faz.

Tenho certeza que meus filhos vão ouvir Madonna e eu lhes direi orgulhosa: “Quando mamãe tinha 27 anos assistiu Madonna no Maracanã...”.

Na segunda-feira acordei com aquele “vazio” depois de esperar tanto pelo show. Fui almoçar e tomar um chopp pra me despedir da cidade, já pronta pra viajar. Bateu uma vontade ESTÚPIDA de jogar tudo pro alto e ficar lá sem data pra voltar, de ir ao Maracanã a noite assistir o segundo show... mas a sensatez falou mais alto que a loucura e eu fui pro Galeão pegar meu caminho de volta pra casa...

No vôo, apesar das mais de 800 músicas disponíveis no meu IPod, eu só conseguia escutar uma coisa: Madonna, Madonna e Madonna. Foi inesquecível...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Sticky & Sweet Tour


Havia a música clássica, o Jazz, o Blues... desse brotou o rock, na década de 50. De Elvis, seu maior expoente, surgiram os Beatles... daí pra frente o mundo viu nascer o Rock Progressivo, o movimento Punk, a cultura Hippie... mas de nenhuma dessas vertentes A MINHA geração foi testemunha como foi do POP. E, meus queridos, quando se fala em POP, se fala em MADONNA!

E se você ainda não está convencido disso, eu vou te dar 5 (apenas 5) razões pra te mostrar porque essa polêmica americana de 50 anos é a Rainha do Pop, conseguindo se manter por 3 diferentes décadas no topo das paradas:

1. Artista musical feminina mais bem sucedida de todos os tempos: Com vendas estimadas em mais de 280 milhões de cópias e 160 milhoes de singles.

2. Mais listas em primeiro lugar: O álbum Confessions on a Dance Floor ficou em primeiro lugar em 41 países e o single Hung Up bateu o recorde ficando em primeiro lugar em 47 países, quebrando o recorde dos Beatles.

3. Arstista com mais canções Top 10: Madonna é a artista com mais Top 10 da história da Billboard somando 37, também é a única artista feminina a ter 51 canções Top 40.

4. Artista com mais semanas em primeiro lugar: Madonna é a artista com posições em primeiro lugar somandos 80 semanas com seus 13 singles número um.

5. Cantora que mais vendeu singles: Madonna é a cantora que mais vendeu singles em toda história da música totalizando 150 milhões.


É por isso que é extremamente excitante pensar que em 5 (!!!) dias eu estarei tendo a oportunidade de assistir a um show dessa lenda viva do pop no Rio de Janeiro. O Maracanã certamente estará lotado, o que só aumenta minha ansiedade e a vontade de entoar com ela hits antigos, como “Vogue”, sem perder a empolgação pelos mais recentes, como “4 minutes” e “Give To Me”, todas elas incluídas no repertório de 23 canções, executadas em pouco mais de 2h de um esfuziante show.

A essa altura vocês devem estar pensando: “Nossa, como ela é fã da Madonna...”. Tsc tsc tsc, sou fã da Madonna como sou de Michael Jackson, por exemplo. São lendas, ícones da música que admiro demais (esqueçamos as bizarrices do Michael...), embora fanatismo mesmo eu devote a quatro cabeludos de Liverpool... Enfim, mas, rainha é rainha, e ver Madonna é, sem dúvida, um momento especial, ainda mais quando se passará 4 dias no melhor cartão postal do Brasil rodeada de amigos... Ai que loucura, Amaury!!!! :p

Então...
Don't stop me now, don't need to catch my breath
I can go on and on and on...

Até a volta, e que Deus nos abençoe...
NHÁ!!!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Sonhos de Uma Noite de Verão

Tenho tido sonhos esquisitíssimos ultimamente...

Sabe quando não se sonha nada com nada e você acorda com aquela sensação que sonhou muito, mas tem que forçar a memória pra lembrar o que foi exatamente? Na maioria das vezes isso acontece comigo e só no decorrer do dia eu vou lembrando aos poucos com o que sonhei, embora logo depois de lembrar eu esqueça completamente de novo... é sempre assim!

Essa semana, na noite de segunda pra terça, sonhei que estava no espaço. QUE COISA LOUCA, EU... NO ESPAÇO!!! E aquilo era tão banal... era como se eu estivesse em Salvador ou em São Paulo. E não me pergunte o que eu fui fazer lá, só sei que não usava nenhum tipo de roupa especial, via planetas em órbita, pessoas (desconhecidas) a minha volta, e estava muito, MUITO feliz...

Passei o dia tentando me lembrar dessa minha aventura estelar e rindo sozinha, intrigada em porque diabos eu tinha sonhado que a vida no espaço era tão prosaica, e o pior: eu estava lá! Com um pouco de esforço consegui fazer uma ilação entre meu sonho e o que havia me levado a sonhá-lo, sim, porque eu sou da teoria que NUNCA se sonha “de graça”... ou seu sonho reflete um momento da sua vida, uma preocupação, um desejo... ou então ele está ligado a fatos que aconteceram no seu dia-a-dia.

Bom, mistério solucionado. Não havia nada de “fantástico” com o meu sono em meio as estrelas... apenas na noite anterior eu havia assistido O Aprendiz, com Roberto Justos, e uma das perguntas foi sobre o empresário Richard Branson, dono do Virgin Group. Ele comentou que Branson já construiu uma espécie de nave espacial com a qual pretende promover viagens comerciais ao espaço, basta que qualquer cidadão comum desembolse alguns milhões de dólares pra isso...

Eu fico me perguntando por que uma coisa tão boba diante de tantos acontecimentos do meu dia poderia ter sido justamente o tema dos meus sonhos... aparentemente aquela foi só mais uma informação de muitas outras recebidas em mais um dia comum... então porque meu cérebro selecionou justamente ela pra embalar meu sono?

Essa coisa toda se repetiu comigo e se repetirá muitas e muitas vezes. Continuo sem saber qual o critério que define a história que vai ser contatada nas nossas madrugadas, tampouco aquele que determina se você terá um sonho bom ou um sonho ruim. Mas tenho uma técnica que às vezes dá certo: dormir pensando exaustivamente em alguém ou em alguma coisa já me rendeu boas histórias pra puxar da memória ao levantar da cama. Não custa nada tentar quando se tem um pouquinho de tempo antes de pregar o olho em cima do colchão... ;)

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Criou expectativa? Dá errado...

Quem nunca ouviu essa frase? E lhes digo, meus queridos leitores: não há nada mais certo. Eu tanto sei que até faço parte da comunidade homônima no Orkut, mas parece que mesmo ciente da força do provérbio, teimo sempre em criar expectativas...

A premissa do post de hoje poderia servir para diversos assuntos ligados a essa “minha nada mole vida” (mentira, minha vida é ótima! Rs...), mas hoje ela foi feita especialmente para descrever o que foi a Odonto Fantasy/2008 pra mim: muito barulho pra (quase) nada...

A festa foi legal? Foi. E só. Quando eu penso na “molecagem” que foi a Odonto 2004 e a 2006, esse ano fica sem graça... tenho a impressão que plantei meus pés no Camarote e ali vi a noite passar de repente, dando lugar ao sol quando eu achava que ainda estávamos na metade do primeiro tempo...

Nas festas anteriores rodei mais que peru bêbado de Natal... teve mais ação, mais risada, mais “cor”... esse ano a festa ficou meio em câmera lenta, sabe... e eu não bebi demais, isso eu garanto, mas ela não teve o ritmo dos outros anos.

Dei uma única volta lá embaixo e até hoje me pergunto: onde foi parar aquele pessoal bonito, típico da Odonto? Onde estão aquelas fantasias inusitadas? Nada! Só muita, MUITA gente, e eu me sentindo naquela música do Legião: “Festa estranha com gente esquisita...”.

Na verdade tudo culpa da maldita expectativa. Todos os amigos juntos, fantasiados, e aquela promessa de que a noite vai ser algo de sensacional... mas aí quando rola e nada de sensacional acontece você acha que foi ruim, ainda que tenha sido muito bom. Acho que essa é a melhor definição que eu posso dar da festa, considerando que eu dancei horrores, abracei vários amigos, adorei os shows de Capital e Netinho e cheguei em casa quase 7h da manhã, não sem antes bater um mega prato de feijoada no pós festa...

Isso sem falar que estar entre amigos é SEMPRE muito bom, né?! Não importa o lugar. Então a festa não foi tão MARA quanto imaginei que seria, mas foi MUITO legal...

Voltei pra casa feliz da vida, escoltada pelo Lobo Mau... NHÁ!!!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Com que roupa eu vou?

Quem mora em Aracaju sabe. Este sábado acontece - na minha opinião - a melhor festa de Aracaju: a Odonto Fantasy.

A festa começou despretensiosamente na casa de praia de Gustavo Paixão, ainda um de seus donos, e hoje alcançou o status de uma das maiores festas a fantasia do Brasil. Especula-se que 20.000 pessoas compareçam esse ano pra curtir Capital Inicial, Netinho, além de diversos DJ´s de renome nacional, como Marky, que se apresenta na Tenda Eletrônica por volta das 3:30h (tô colada... AU!).

O corre-corre em busca das fantasias já começou faz tempo... e, pra variar, eu acabei deixando tudo pra última hora. Paciência. Na verdade, eu achei que ia de Amy Winehouse até descobrir que “a torcida do Flamengo” tinha tido a mesma idéia que eu. Resultado: desisti.

Dei meus telefonemas, mandei meus e-mails e descolei fantasia de Policial do FBI, diaba, Carmem Miranda, até fantasia de “Antártica: a boa!” chegaram a me oferecer... kkkkkk Seria sensacional, mas infelizmente a fantasia não chegou a tempo e eu tive que começar a me mexer pra valer.

Foi quando uma amiga disse: “Vamos de roqueira!!!”, e ainda que eu achasse que fantasia de roqueira é meio óbvia pra mim, topei. Entretanto, não podia ser qualquer roqueira, né?! Deixei de ir de Amy Winehouse justamente por causa da falta de originalidade, então como poderia ir igual a todo mundo? Tinha que ter um diferencial...

Foi quando pensei em “roqueiros(as) originai(s)”! Lembrei de um monte de gente doida, tipo Courtney Love, Marilyn Mason, até chegar na galera do Kiss. Do Kiss, com a ajuda do Google, foi um pulo pra chegar no “camaleão do rock”. Sabem de quem eu estou falando, né?! CLARO... tô falando de David Bowie!!!

Dei de cara com uma foto de Bowie na capa do disco “Alladin Sane”, de 1973. Aquela maquiagem no rosto dele é bastante característica da fase em que ele se apresentava com aparência andrógina, normalmente travestido com roupas femininas, e sob o codinome de Ziggy Stardust. Essa capa, que traz Bowie sem camisa, com o cabelo vermelho a là Ziggy e um raio azul, vermelho e preto desenhado no rosto, foi rotulada como uma das mais emblemáticas do mundo do rock.

Logicamente não vou sem camisa pra Odonto, né?! Nem pretendo usar uma peruca vermelha pra caracterizar esse astro no mínimo bizarro, mais um dos tantos no mundo do rock, mas acho que a roupa estilo “futurista” e a maquiagem já vão caracterizar bem um dos meus ídolos. Pelo menos tenho certeza que não vou me bater com ninguém igual a mim por lá, o que já é fantástico...

Minha única frustração é saber que a maioria absoluta das pessoas não vai saber que aquela fantasia é uma homenagem a Bowie, mas tudo bem... se disserem que eu tô fantasiada de Ellen Roche no “Qual é a música?” já tá valendo... Kkkkkk

No próximo post eu conto como foi a festa. NHÁ!!!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Atualizando...

Ai gente, vocês não imaginam como eu estou agoniada de ver meu blog querido tantos dias parado... o Tolices é meu xodó, vocês sabem, né?!

Na verdade, no início eu queria deixar essa música do Clapton aí (vide post abaixo) por um tempinho... mais exatamente até o dia 24 desse mês, quando faria um novo post. Mas eu não resisto, tenho que deixar alguma coisinha aqui, nem que seja pro form.

Como também ando bem “atacada” no trabalho, vou deixar vocês hoje com uma frase MUITO MUITO MUITO legal que minha querida amiga Bianca Bravo disse a mim e algumas amigas essa semana.

Numa troca de e-mails, se referindo a um casal de amigos nosso que vai casar em abril, ela disparou:

“É incrível como o tempo passa e a gente supera o que antes parecia insuperável, esquece o que antes parecia inesquecível, substitui o que parecia ser insubstituível... Fica tudo tão pequeno diante da grandiosidade do presente e da enormidade do futuro... Acho que isso é evoluir e crescer, enfim, virar gente grande."

E não é que é verdade??? Santa sabedoria, Bibão...
Com certeza cada um que ler vai adotar pra si um sentido dentro desse contexto, e a proposta do Tolices hoje é exatamente essa.

Eu já achei o meu. :)

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

É isso...

If I could reach the stars I'd pull one down for you
Shine it on my heart so you could see the truth
That this love I have inside is everything it seems
But for now I find it's only in my dreams

That I can change the world
I would be the sunlight in your universe
You will think my love was really something good
Baby if I could change the world

If I could be king even for a Day
I'd take you as my queen I'd have it no other way
And our love will rule in this kingdom we have made
Till then I'd be a fool wishin' for the Day

That I can change the world
I would be the sunlight in your universe
You will think my love was really something good
Baby if I could change the world
Baby if I could change the world

That I can change the world
I would be the sunlight in your universe
You will think my love was really something good
Baby if I could change the world
Baby if I could change the world
Baby if I could change the world

Change The World
Clapton

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Versões ou Aversões

Hoje enquanto degustava meu almoço ouvi a BELÍSSIMA canção do Damien Rice, The Blower's Daughter, que faz parte da trilha sonora do filme Closer, um dos meus preferidos.

Me lembrei de ter ido assistir ao filme no cinema e ficar estatalada vendo as letrinhas subindo ao som dessa música que até então eu nunca tinha ouvido… Saí do cinema alucinada pra descobrir que música era aquela e como conseguir colocá-la pra tocar no meu som até furar o cd…

Pouco tempo se passou e hoje eu mal consigo ouvir o Damien Rice balbuciar a primeira sílaba de The Blower's Daughter. Motivo? A gravação TOSCA que a Ana Carolina fez e que com tanto jabá tocou no rádio até quase promover uma lavagem cerebral nos seres humanos...

Gente... eu ADORO a Ana Carolina, mas, sinceramente, essa coisa de versão em português de músicas internacionais é uma coisa que me dá aflição crônica!

Os pobres coitados do Scorpions de uns tempos pra cá – sabe lá Deus porquê – viraram o xodó das bandas de forró. Hoje é um suplício chegar num bar/restaurante e dar de cara com o DVD do Scorpions passando... a gente quase pede pra ficar com os 10% no final como uma espécie de indenização pela tortura auditiva...

E o que falar então quando duas porcarias se encontram? Sandy e Júnior, mesmo, resolveram gravar uma versão em português da CHATÍSSIMA My Heart Will Go On, da não menos CHATA Celine Dion. Cadê o produtor musical dessas crianças, meu Deus??? A “prima” sertaneja não fica pra trás não, viu?! Vanessa Camargo adooooora uma versão bizarra... mas o que eu não posso mesmo é encerrar esse parágrafo sem comentar sobre Kelly Key e sua "Sou a barbie girl", versão da insuportável (adivinha?) “Barbie Girl”. Bom, pelo menos ela é ex-namorada do Latino, isso explica tudo...

Mas chato mesmo é quando resolvem fazer versão da sua banda preferida... putz!!!! Até hoje eu tenho uma certa repugnância a And I Love Her, dos Beatles. Não é que Zezé di Camargo e Luciano fizeram uma versão e ela foi parar na novela Perigosas Peruas da Globo? Resultado: LAVAGEM CEREBRAL...

Mas não foi só. Simony (ai Jesus...) resolveu gravar uma versão de Till There Was You. Quem não conhece??? “Nem o céu, nem o mar, nem o brilho das estrelas.......” MEU DEUS, POR QUE MEU DEUSSSSS??? Kkkkk Enfim... nem vou falar da Jovem Guarda aqui pra não estender ainda mais o post de hoje...

Agora, gente... quando o assunto são versões toscas, alguém supera a Simone??? Fala sério!!! SIMONE GRAVOU? FUDEU!!! Happy Xmas, de John Lennon, tem uma história e tanto por trás... celebrava a vida e era um dos panos de fundo do movimento de paz liderado por Lennon durante a Guerra do Vietnã no final da década de 60, mas a cantora tupiniquim resolveu gravar sua versão que não serviu como pano de fundo pra nada, mas deu um belo fundo a sua conta bancária, após inundar todas as lojas de departamento e todas as rádios desse país com sua irritante “Então é Natal...”. Lennon se revira no túmulo até hoje, coitado...
E quando eu digo que ela é insuperável na arte de fazer versões toscas, não falo a toa: Simone TAMBÉM gravou uma versão de The Blower's Daughter. Dá pra você?

Pois é, meus amigos, torçam, mas torçam messsssmo, pra Simone, Vanessa Camargo, Kelly Key ou qualquer outro cantor deste país não “cismar” com aquela música que você tanto gosta de ouvir, porque se pinta uma versão, esqueça: você nunca mais vai conseguir escutá-la com a mesma beleza...