[Após a leitura desse post recomendo a leitura do blog de Kaká Barbosa, minha companheira de mais um show, que tão bem ali narra nossa noite espetacular - http://kakasbarbosa.blogspot.com/].Na última quarta tive o ENORME privilégio de ser uma das 1300 pessoas presentes na boite The Week, aqui em São Paulo, para assistir ao show do Franz Ferdinand.
Não me perguntem como foi possível conseguir aqueles 2 ingressos, um meu e o outro da minha amiga Kaká, o fato é que as vendas, na quinta, se encerraram em minutos... filas nos pontos de vendas, congestionamento na net e no call center... eis que na segunda de manhã, 4 dias depois, eu entro despretensiosamente no site e consigo efetuar a compra sem problemas... foi inacreditável ler aquele “venda aprovada”. Deus abençoe o cartão de crédito...

O dia chegou e lá fomos nós pra The Week. Mas como as coisas sempre têm de ser “com emoção” pra ficar ainda melhores, Kaká se deu conta apenas na fila que não tinha levado consigo nenhum documento pessoal. Putz!!! Não quis demonstrar o nervosismo, mas por instantes achei que isso seria um problema, ali, em cima da hora... choradinha pro segurança e finalmente entramos.
Falo sem medo de errar e sem a pretensão de causar qualquer tipo de inveja a quem não pôde estar lá: depois de Paul McCartney (Flórida/2005) esse foi o melhor show da minha vida! E se considerarmos que Paul é hors concours, Kapranos e companhia conquistaram o pódio, que me perdoem Roger Waters, Madonna, Radiohead, Bob Dylan etc.
O lugar intimista e a platéia selecionada contribuíram e MUITO pra isso. A qualidade do som foi um show a parte... estava PERFEITO, coisa rara... A nossa posição estratégica também contribuiu, afinal estávamos MUITO perto do palco e víamos os caras a 5m da gente, vibrando com a empolgação da platéia de fãs, falando em português coisas como “quebra tudo” e “fudido”... era impossível não viver bons momentos naqueles 90 minutos de espetáculo.

Aliás, o que foi aquela “escalada” do guitarrista Nicholas McCarthy do palco, andando como o homem aranha pelo mezanino onde estava a imprensa [imediatamente acima das nossas cabeças, diga-se de passagem], até o balcão da boite para tocar como um louco sob os braços incansavelmente erguidos da pequena multidão??? Kaká poderá narrar melhor esse episódio, já que correu até e lá e ainda conseguiu tocá-lo quando ele se jogou de costas pra delírio da galera [Foto by Kaká logo abaixo]... sim, ele caiu com guitarra e tudo nos braços do público, para mais gritos e gestos histéricos de todos. Momento absurdamente rock´n roll, do qual assisti extasiada a pouquíssimos metros.

O repertório foi outro fator decisivo pra tornar esse show absolutamente inesquecível pra mim... após começarem com “No You Girls”, os caras emendaram uma sequência de hits que me fez pular mais que canguru no cio: “The Dark of Matinèe”, “Walk Away”. “Tell Her Tonight”, “Can’t Stop Feeling” e “Do You Want To” [que eu ADOROOOO!!!]. A essa altura eu e Kaká já estávamos alucinadas com aquilo tudo e pulávamos e nos olhávamos pensando “É bom demais pra ser verdade...” Mas era verdade, a gente estava ali! :p

Quando eles tocaram “Take me Out” a The Week veio abaixo, e a gente também, claro! Afinal, em 2006 eles anunciaram que não tocariam mais essa canção, mas parece que voltaram atrás. A gente agradece, Kapranos...
E assim, absolutamente impecável, seguiu o show do Franz até seu último bis, versão longa e psicodélica de “Lucid Dreams”, que confesso, conhecia pouco, já que não ouvi bem o terceiro álbum [ainda!]. Mas em 2010 eles voltam, e até lá podem apostar que estarei com “Lucid Dreams” e todas as outras canções da banda afiadíssimas. É esperar pra ver.
Até 2010!!!




