quinta-feira, 26 de março de 2009

Ê mulherada...


Essa foto me fez sentir ainda mais orgulho de ser mulher e me fez lembrar o sonho que tive no final de semana passando, enquanto viajava.

Sonhei que estava grávida e foi daqueles sonhos muito reais, sabe?! Aliás, já falei de sonhos aqui no Tolices... em resumo, no sonho eu estava apavorada com a possibilidade de ser mãe, mas me recusava a fazer um aborto.

Acordei suada e com taquicardia... já tinha amanhecido, embora fosse muito cedo (tenho muitos sonhos nesse horário, ou talvez só lembre daqueles que tenho nesse horário) e só conseguia pensar que a vontade de ser mãe tinha voltado a ser pauta secundária na minha vida. Definitivamente, ainda não é a hora!

Entretanto, imagens como a acima me encorajam a perceber que carreira e filhos podem conviver, ainda que isso requeira muito exercício, até mesmo de mulheres poderosas como a da foto*. E aí está a grandeza de ser mulher. Duvido que um homem consiga, com tanta perfeição, equilibrar carreira, filhos, casa e vaidade... e olhe que eles nem precisam se depilar e fazer as unhas!

Enfim, sei que o Dia Internacional da Mulher já passou, mas sou daquele tipo que acha que todo dia é nosso. Viva a mulherada!!!

*Foto da Deputada dinamarquesa Hanne Dahl, que levou a filha para a votação em Estrasburgo nesta quinta-feira.

segunda-feira, 23 de março de 2009

A catarse do giro

Pra finalizar a trilogia sobre o “giro”, reservei esse último post para falar sobre as minhas impressões do Festival Just a Fest, onde Los Hermanos, Kraftwerk e Radiohead se apresentaram no último final de semana.

Eu estava no Rio e mesmo sem ter previsto a ida ao show, por força das circunstâncias, acabei ficando... confesso que minha expectativa maior era assistir a Los Hermanos, mas o que me arrepiou mesmo na Apoteose foi a turma de Thom York e seu Radiohead.... mas vamos por partes!

A ida ao show, mais uma vez, foi tranqüila. Era uma sexta-feira e ninguém (especialmente eu) queria chegar atrasado pra não perder a primeira atração da noite: os Hermanos...

Pontualmente às 19h eles subiram ao palco para delírio do público presente, ainda pequeno em razão do horário. Acho que isso prejudicou um pouco os caras e fez toda diferença no show de SP que eu assisti pelo Multishow... no Rio, numa sexta, muita gente ainda estava trabalhando quando o show começou, outras estavam presas no rush... cheguei a ver um cara de terno com certeza saído do trabalho direto pra Apoteose pra não perder o show. Outra coisa que me desanimou foi o som baixo... as pessoas cantando em volta abafavam fácil a voz de Camelo e Amarante... depois fiquei sabendo que isso foi uma imposição da produção do evento... enfim, maior bola fora!

Tirando esses pormenores, assistir a Amarante e companhia é SEMPRE, emocionante. Não consegui arredar o pé de onde estava nem pra ir ao banheiro, nem pra comprar cerveja (não que não comprassem pra mim, né?!)... só queria ficar por ali, no aperto ‘gostoso’, escutando aquele som que eu AMO e cantando junto com eles...

O set list (na ordem) foi:
*Vale frisar que a ordem das músicas foi (sabiamente) modificada pro show de SP, o que também ajudou na apresentação de lá...

1. Todo carnaval tem seu fim
2. O vencedor
3. Retrato pra Iaiá
4. Último Romance
5. Morena
6. Além do que se vê
7. O vento
8. Cher Antoine
9. A outra
10. Primeiro Andar
11. Casa Pré-Fabricada
12. Deixa o verão
13. Cara Estranho
14. Assim Será
15. Condicional
16. Sentimental
17. Cadê teu suín?
18. A flor

Deu pra segurar o choro até “Primeiro Andar”, mas em “Casa Pré-Fabricada”, já com algumas cervejas na cabeça, ficou impossível... “Vale o meu pranto que esse canto em solidão, nessa espera o mundo gira em linhas tortas. Abre essa janela primavera quer entrar pra fazer da nossa voz uma só nota...”. Putz... arrepiou só de lembrar.

Outro momento maravilhoso foi em “Sentimental”, com a Apoteose ainda mais cheia, e aquele coro berrando “Eu só aceito a condição de ter você só pra mim, eu sei não é assim, mas deixa...”, coisa de louco!!!!!!



Em geral, a emoção do show toda se deu, em minha opinião, pela força das letras do Los Hermanos, porque o som era ruim, o palco não tinha produção nenhuma, a banda não estava suficientemente entrosada e a postura dos caras pra um show dessa importância era por demais pernóstica. Camelo conseguiu ser mais antipático que Amarante, que aliás, estava um fofo... risonho e super feliz com o coro, foi o que mais interagiu. Quanto a Camelo, acho que Malu tava menstruada esse final de semana, só pode... então fica aquela frustração, porque não foi o show que eu esperava, a catarse que eu esperava... eles sequer tocaram alguma coisa do primeiro disco! :(

E nem pensem que a 'catarse' aconteceu com o Kraftwerk. Já no intervalo depois do show dos Hermanos fui ao encontro de uma galera massa de Aracaju e durante a apresentação entediante dos alemães fiquei batendo papo e bebendo cerveja. O palco deles era até legal, com umas projeções e luzes bacanas... acho que olhei pro palco umas 3 vezes, e já foi o suficiente, porque aquele som era digno de riso... quatro caras estáticos no palco, vestidos em macacões, com quatro laptops em mãos fazendo um “som”. ME POUPE! Até eu toco desse jeito... definitivamente música eletrônica não é a minha praia.

Até que, enfim, o grande momento da noite aconteceu. Com um som IMPECÁVEL e um palco fenomenal, o Radiohead começou seu show e me mostrou porque é tida como uma das melhores bandas de rock do mundo. Falo isso porque pouco conhecia o trabalho deles, mas as 2h de show no Rio me convenceram que é hora de baixar toda discografia da banda.

Era impossível não prestar atenção ao show, era TUDO muito perfeito. A cada música uma interpretação melhor que a outra de Thom York, e ao contrário do Los Hermanos, a afinidade da banda era evidente... o som estava perfeito e o palco era hipnotizante.


Segue set list:

15 Step
Airbag
There There
All I Need
Karma Police
NudeWeird Fishes/Arpeggi
The National Anthem
The GloamingFaust Arp
No Surprises
Jigsaw Falling Into Place
Idiotheque
I Might Be WrongStreet Spirit (Fade Out)
Bodysnatchers
How To Disappear Completely

Bis 1
Videotape
Paranoid Android
House of Cards
JustEverything In Its Right Place

Bis 2
You and Whose Army?
Reckoner
Creep

Saímos todos extasiados da Apoteose e felizes da vida por cada centavo investido no ingresso. Foi um show lindo! Radiohead rocks!!!



*Em breve posto fotos nossas durante o evento. NHÁ!

quinta-feira, 19 de março de 2009

O giro no giro

É aquela coisa, né?! Se ta na chuva, é pra se molhar.
Do meio pro final da semana os compromissos “chatos” acabaram e a cidade me convida pra um passeio despretensioso.

As chuvas de verão continuam caindo, sempre no começo da noite, mas nada que estrague minhas andanças. Aliás, nem no dia do temporal (vide post anterior) o Rio me deixou dormir. Coloquei minha “roupa de guerra” e fui a Lapa, reduto da velha e boa boemia carioca... ADORO!!!

Muitas e muitas andanças, algumas mais publicáveis, outras menos, eis que ontem, já na companhia de meu irmão e minha amiga Kaká, depois de uns chopes e de uma generosa porção de “ribbs” no Outback do Leblon, fomos caminhando, a meu convite, pra um dos botecos mais legais da cidade, o Jobi.

A gente só queria estender a noite e tomar uma bebida legal com gente legal em volta, e gente legal foi o que não faltou. É, o Rio tem dessas coisas que a gente no nordeste não tá acostumado, de repente você se bate com uma apresentadora famosa ou um galã do horário nobre e fica naquela, né... fingindo que não ta olhando, mas analisando até o último fio de cabelo.

Ontem entramos no Jobi e ao sentar constatamos que o Skank, que tinha acabado de tocar ao vivo no Big Brother Brasil, estava inteiro na mesa logo atrás, cadeira com cadeira com a gente, já que o boteco é minúsculo. Como se isso já não fosse uma coisa legal, minutos depois me aparece um ruivo barbudo na porta que já entra dizendo: “Eu vi, heim?! Eu vi...”. Era Nando Reis, abraçando os caras e comentando que assistia de casa ao programa. Putz, quem me conhece sabe: eu ADORO Nando Reis... (aliás, tem Nando e Frejat sábado aqui no Rio. Ressaca “forçada” do Radiohead e Los Hermanos... hihi).

A gente meio que conversava, meio que calava pra ouvir o que Samuel e Nando conversavam. Meu irmão, costa com costas pra Nando, ouviu quando conversaram sobre o Titãs e como a banda se perdeu depois do divisor de águas “Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas”. Depois falaram de Beatles... nossa... aí deu uma vontade tremenda de perguntar “Ei, dá pra gente sentar aqui... a gente também quer falar sobre isso...” :p Mas o máximo que a gente conseguiu foi fingir que tirava foto pra pegar a galera toda no fundo... kkkkkkkk... as fotos estão o máximo, assim que voltar pra Aju eu posto aqui.

Mais um pedacinho da noite e Osvaldo Montenegro passa na porta acenando para alguns conhecidos, e a gente lá, só de “botuca”... até que deu a hora de voltar pra casa e fizemos uma paradinha no BB Lanches (quem lê Caras, Quem, Contigo e afins já deve ter ouvido falar), que fica em frente ao Jobi, ali, do ladinho da Pizzaria Guanabara (Viva a Cazuza!). Quando a gente achava que nossa noite de “celebridades” tinha chegado ao fim, às 2:30h da matina Gabriel, O Pensador entra e pede um suco de Kiwi enquanto eu bebia um laranja, beterraba e cenoura.

Agora só falta Jesus Luz e a Madonna!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Giro

Agora chove forte. Tempestade daquelas que eu detesto, com raios e trovões, muitos trovões... na TV imagens das câmeras da CET mostram as ruas alagadas e o trânsito parado já às 7 e meia da noite... o processo da “noitada” está suspenso até segunda ordem e parece que depois de uma semana em São Paulo ainda não será hoje minha estréia na noite carioca desta temporada, embora já tenha rolado o velho e bom chopinho num boteco do Jardim Botânico no dia da minha chegada, quarta-feira.

Pois é, o Tolices anda meio parado porque logo depois do carnaval arrumei minhas malas e tenho dado um giro aqui pelo sudeste. O motivo é nobre, além do prazer de viajar e me divertir, claro...

Aliás, foi minha primeira vez em SP. Engraçado pensar que mesmo já tendo ido ao exterior algumas vezes eu ainda não conhecesse a principal cidade do Brasil, quiçá da América do Sul. De fato, São Paulo tem seus encantos e sua indiscutível importância. Não tive tempo de fazer o roteiro cultural que tanto queria (MASP, Pinacoteca, Museu da Língua Portuguesa, Estação Julio Prestes...), nem de ir a Galeria do Rock, mas tenho certeza que em breve retorno a paulicéia e visito esses lugares. Em compensação, fiz muuuuitas compras bacanas (não vi lugar melhor pra comprar do que SP), curti a noite na medida do possível e vivi esses dias como uma típica paulistana: pegando metrô e freqüentando os grandes centros comerciais, como a Paulista e a Brigadeiro Faria Lima. Posso dizer que apesar de ser a primeira visita transitei fácil por São Paulo, e sozinha...

Também conheci Ribeirão Preto e fiquei surpresa com a viagem pra lá. Não sei se gostei mais do conforto do ônibus, da perfeição da estrada (pista sempre dupla, um tapete!) ou a beleza da paisagem. Da cidade não posso dizer muitas coisas boas... o calor era enlouquecedor e além disso nenhuma outra coisa me chamou a atenção. Claro que foi uma visita relâmpago e, portanto, não posso fazer maiores ponderações, mas o que vi já foi suficiente para pensar “Não... aqui não gostaria de morar”.

De volta a SP, adorei a noite paulistana, mas fiquei muito assustada com o preço das coisas. Em se tratando do circuito mais vip, digamos assim, que eu freqüentei, ou você sai de casa bêbado ou voltará são pra casa, o que é ótimo, claro... é que beber na noite paulistana significa não deixar menos que R$70 no estabelecimento... né mole não!!! Mas fora esse susto, graças a Deus, nenhum outro. Só tenho coisas boas pra falar de SP. Revi muitos amigos, o que é sempre maravilhoso, inclusive almocei na Paulista com um deles, amigo dos tempos de Infantil e Pré Primário do Brasilia, imagina... foi uma delícia.

Enquanto estive em São Paulo com meus amigos e rodando pela cidade estava muito feliz e satisfeita, isso é fato. Porém, ao pegar a ponte aérea na quarta, entre um cochilo e outro, comecei a avistar da minha janelinha um conglomerado de prédios e casas... era a cidade do Rio de Janeiro se aproximando... e quando lá do alto reconheci o Maracanã rolou aquele sorrisinho de canto de boca e o pensamento “Enfim, voltei pra casa...”.

Recomendo a todos um dia chegar ao Rio de Janeiro pousando no Santos Dumont. Sobrevoar a cidade, avistar o Maraca, o Cristo, o Pão de Açúcar... passar pertinho da Rio-Niteroi já quase na cabeceira da pista... putz, devia ser passeio turístico obrigatório! Foi minha primeira vez no Santos Dumont, já que de Aracas sempre se chega pelo Galeão, afastado do centro.

O calor estava ainda pior que em São Paulo, mas a satisfação de estar de volta ao Rio me fazia ignorar minha blusa de manga comprida e calça social, obrigatórias naquele dia em face das circunstâncias. Peguei um táxi e vim pra casa, dessa vez sem aquele olhar curioso e aguçado que eu irradiava pelas ruas paulistanas, meio que querendo me localizar... aqui eu sei o nome das ruas e nenhum taxista me engana! :p Mal ‘arriei’ as malas e um convite irrecusável pra um chope... enfim, era a certeza de que o Rio não havia mudado e que mais uma vez o Cristo Redentor estava de braços abertos a me esperar.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Vestígios Carnavalescos

Foi uma baita de uma rebordosa. A tal da DALILA resolveu voltar comigo e com outras centenas de pessoas que optaram por passar os dias de folia em Salvador. E que folia... mas quem espera que eu dê detalhes “sórdidos” sobre o meu carnaval vai ficar “com a cara mexendo”... só lhes garanto que foram dias muito, muito bons! Eh eh...

Salvador no carnaval continua a mesma: zilhões de trios com bandas que você nunca ouviu falar e que você só escuta no Carnaval de Salvador, um fedor de xixi generalizado por todas as ruas e becos, taxistas filhas da puta, avenidas engarrafadas... e ainda assim o fi da peste é bom, aff Maria!!!

Os camarotes, a cada ano que passa, um show a parte, né?! Que estrutura... mas, sinceramente? Não faz meu estilo. Fazer a social no carnaval não é uma coisa que eu aprecie... dispenso todo aquele conforto e a bebidinha “free” pra ficar no meio da muvuca com uma latinha na mão. Carnaval é carnaval... quem quiser luxar e fazer pose que vá pra Búzios passear de iate, no mais, me poupe.

Carnaval de Salvador é pra enfiar o pé na lama, literalmente. É pra enfrentar banheiro químico, empurra-empurra e pegar fila pra tudo... tem que ter energia e disposição, do contrário, considere a opção de ir a Búzios...

Em troca de todo esse “sacrifício”, prepare-se pra viver uma das coisas mais emocionantes da sua vida e, claro, distribuir alguns bons beijos na boca! A energia da multidão é contagiante e a a cada ano certas músicas quando tocam arrepiam até o folião mais displicente... fora os “hinos”, né?! Algumas músicas são imortais em Salvador, basta os primeiros acordes e parece que atearam fogo na multidão: “Ah, que bom você chegou, bem vindo a Salvador...” Putz!!! Só estando lá pra saber...

É claro que o cansaço te devora. Esse ano “pulei” 4 dias seguidos (1 dia fazendo pose em Camarote os outros 3 na avenida) e senti o peso da “idade”. A gente anda muito, dança muito, bebe muito... come pouco, dorme pouco, se preserva pouco... o resultado disso tudo não podia ser outro, uma fadiga tremenda! Mas vale a pena.

Não sei se enfrento outro carnaval com a mesma intensidade desse, talvez sim, talvez não... talvez o resto da gripe ainda me desencoraje a dizer que sim e em breve eu esteja comprando meus abadás para mais uma “maratona”, talvez eu mude de idéia e ache ótimo fazer “carão” a noite toda no camarote... não sei. Mas tenho certeza de que seja qual for a minha escolha o Carnaval de Salvador continuará lá, firme e forte, cada vez maior, esperando de braços abertos todo e qualquer cidadão, de qualquer parte do mundo, que queria se contagiar pela energia avassaladora dos trios.

Eu recomendo.

Me Abraça - 23/02/2009

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Ê ressaca...

Assim que meu corpo parar de doer, minha garganta de arder, minha cabeça de latejar e meu nariz de corisar, eu conto as aventuras de mais um Carnaval de Salvador aqui pra vocês, ok?! Mas até que isso aconteça a disposição pra escrever aqui no Tolices, ou melhor, a disposição pra fazer qualquer coisa, é ZERO!
Coisas que só a Baêa faz por você... nhá!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

As coisas são para o que se propõem.

Nos dias que antecedem a melhor festa do ano, pelo menos em minha opinião, tirei do som do carro meus cd´s de Beatles, Zeppelin e afins e os troquei pelos do Asa de Águia e Chiclete com Banana.

Sou muito assim. Se vai rolar um show do Zeca Baleiro e eu vou, fico uma semana passeando pela discografia do cara até o show chegar. Recentemente foi assim com Manu Chao, quando pude ouvir novamente músicas que há algum tempo eu não ouvia.

Com o carnaval chegando era hora de chacoalhar o esqueleto dirigindo a caminho do trabalho. E se o objetivo é chacoalhar, meus caros, nada melhor que um axé music no volume máximo, fala sério...

E assim, ouvindo Bel Marques em MP3, concluí que na vida todas as coisas são para o que se propõem., e você não deve desvirtuar esse sentido, pois ao contrário, não extrairá o que elas podem lhe oferecer de melhor.

No axé music, por exemplo, preocupe-se em cantar bem alto ou dançar como louco, de preferência bem perto de um trio. Se for em Salvador, melhor ainda! Essa emoção se multiplica... mas nunca, nunca procure beleza em tais versos baianos... não se trata de Castro Alves ou Jorge Amado, “Dandalunda, maimbanda, coquê” e “Cara caramba cara caraô” foram feitas simplesmente pra você pular, pular e pular... então, pule!!!

E assim como o carnaval foi feito pra você se divertir, a cama foi feita pra dormir (???), a cadeira pra sentar, a ferida pra doer, o remédio pra curar, o amigo pra sorrir, o amante pra beijar, a TV pra distrair, o trabalho pra ganhar, o passado pra aprender, o retrato pra lembrar...

O grande lance é sacar o que cada uma das coisas boas e ruins da vida têm de melhor pra nos dar. Pensando nisso, estarei nos próximos dias em Salvador buscando o que aquelas ruas inundadas de gente têm de melhor pra me oferecer: muita energia boa pra voltar pra casa com mais gás ainda e correr atrás daquilo que se quer... dessa vez pra valer!
Feliz carnaval a todos.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Manu Chao e sua trupe!

Quero escrever sobre o Projeto Verão que aconteceu na orla da praia de Atalaia na última semana, mas estou com medo de ‘soltar os cachorros’ demais. É que nunca senti Aracaju tão sem graça quanto nos últimos tempos... ultimamente não troco meu sofá e os DVD´s de Sex and The City (emprestados pela minha boa amiga Karine) por N-A-D-A... e só os trocarei pelo carnaval porque passarei em Salvador. Justifica, né?! Mas aí é assunto pra outro post...

Pois é, depois do Pré-Caju e do Verão Sergipe (outras duas belas porcarias), chegou a hora do Projeto Verão. As atrações eram ótimas, Lenine, Gil, O Rappa... eu realmente não estou falando mal do governo estadual ou municipal, a iniciativa deles é ótima e eu os parabenizo, mas eu não sei bem o que acontece por aqui... é uma profusão de gente feia e desentusiasmada que vâmo combinar, né?! Putz... a gente fica se perguntando a noite toda “pra que merda eu fui sair de casa...”.

Enfim, de tudo que tem rolado no verão sergipano a única coisinha que se salvou foi o show de Manu Chao nesse último sábado, E OLHE LÁ!!! Só saí para assisti-lo e fui obrigada a esperar Chorão berrar asneiras no meu ouvido com seu Charlie Brown Jr. antes de poder ver o “clandestino” subir no palco.

Mais de 1h da matina e finalmente o doidão entrou em cena. Pulando com junto com os músicos (que conseguiam ser mais esquisitos que ele... o que era aquele baixista???), Manu Chao levantou a galera, fato que eu acompanhei de perto enquanto era puxada pela mão e me enfiava em frente ao palco...

Ele tocou uma música... duas, três, quatro...epa, mas peraí!!! Será que toda vez que ele cantar uma música ela vai ter que acabar do mesmo jeito, com acordes rápidos, em ritmo de carnaval??? Da primeira vez foi ótimo, todo mundo pulou... da segunda foi legalzinho... da terceira eu já comecei a olhar a galera em volta... da quarta em diante encheu o saco, né?! Comecei a me lembrar dos espetáculos de circo, quando depois de cada apresentação a mesma música é tocada enquanto o público aplaude: “pã pã pãpãpãpãpããããpããããã pãpãpãpãpããããpããããã pãpãpãpãpã pãpãpãpãpãpãpã...”. Era muito igual, gente... que coisa irritante!!!

No meio do show ele desistiu dessa coisa de circo, o que pra mim foi um alívio. Foi quando eu mais curti o som... rolou ”Clandestino”, pra delírio da massa, mas pro meu delírio, em especial, rolou “Minha Galera”. Adooooooooro!!! hihi

Infelizmente, Manu e sua trupe voltaram a insistir no “carnaval circense” e minha paciência chegou a níveis baixíssimos... por sorte encontramos uma galera que estava no camarote e pra lá seguimos com eles. A expectativa era tirar uma foto com Manu, além de beber umas cervas free, lógico... mas o francês continuou tocando que nem louco e quando resolveu descer do palco ficou trancafiado no camarote... nem o governador conseguiu cumprimentá-lo, que dirá nós...

A pergunta é: valeu a pena colocar Manu Chao no currículo? Confesso-lhes que assistir ininterruptamente a quase toda terceira temporada de Sex and the City no domingo foi menos exaustivo que assistir ao circo de Manu e seus companheiros... mas eu não me perdoaria se não tivesse ido escutar "Clandestino", "Minha Galera", "Me Gustas Tu", "Welcome to Tijuana", "La Despedida", "Luna y Sol"...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Procura-se!

E foi assim que ele apareceu para se apresentar na 51ª edição do Grammy Awards ontem a noite em Los Angeles, USA...

Resumindo: PELAMORDEDEUS, QUEM ENCONTRAR UMA T-SHIRT DESSA POR AÍ ME LIAAAAGAAAAA!!!! EU COMPRO NA HORAAAAA!!!!

E pra quem tá afim de assistir Sir Paul atacar de “I Saw Her Stading There” com Dave Grohl (Nirvana/Foo Fighters) na batera (!!!) não pode perder a reprise da premiação no próximo domingo, a partir das 19h (horário de Aracaju), no Sony Entertainment Television. Garanto que vai valer a pena...

That´s all, folks! ;)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Odôiá!!!

Como quer que se escreva o nome - Iemanjá, Yemanjá, Yemaya, Iemoja ou Yemoja -, este orixá africano significa “Mãe cujos filhos são peixes”.

Na Mitologia Yoruba (os iorubás ou iorubas, também conhecidos como ou yorubá ou yoruba, são um dos maiores grupo étno-linguístico ou grupo étnico da África Ociedental, composto por 30 milhões de pessoas em toda a região), a dona do mar é Olokun, que é, justamente, a mãe de Yemojá.

Na verdade tudo que eu disse até aqui, naturalmente fonte de pesquisa no bom e velho Google, foi para lembrá-los, como diria a música, que hoje é dia 02 de fevereiro... Dia de Yemanjá! Aliás, dia de Nossa Senhora dos Navegantes também, já que as festas se fundem aqui no Novo Mundo.

Salvador sedia uma das maiores festas religiosas do Brasil que, ironicamente, não tem origem no catolicismo, mas sim no candomblé. Hoje, por lá, o “o circo deve tá pegando fogo”... são centenas de pessoas indo deixar seus presentes nos balaios organizados pelos pescadores do bairro do Rio Vermelho junto com muitas mães de santo de terreiros de Salvador. Flores, perfumes, tecidos, rendas, fitas, dinheiro, espelhos, pentes, sabonetes, inclusive cartinhas com pedidos, todos levados à tarde nos balaios para serem jogados em alto mar.

E os pedidos são variados. Vão desde casos de amor mal resolvidos, até a realização de sonhos e ambições maiores... na verdade, tudo traduz o amor e devoção de muita, mas muita gente, que cultua essa "deusa africana".

Bom, não sou pescadora, muito menos filha do candomblé, mas... não custa nada receber uma bençãozinha extra, né?! Vai que ‘a muié’ é poderosa mesmo?! Então vou deixar aqui pra vocês também um ritual para ser abençoado pela rainha do mar e atrair muito sucesso:

Vá até a praia num sábado e entregue nas águas um barquinho de isopor contendo algumas maçãs, uvas, um mamão, sete rosas brancas, um vidro de perfume de alfazema e um espelho.
Junto das oferendas, coloque um papel com todos seus pedidos por escrito.
Depois, abra uma champanhe e despeje o líquido por todo seu corpo, enquanto repete seus pedidos em voz alta.
Por fim, lave-se nas águas do mar, acenda uma vela deixando-a na areia.

Pronto. Só mais um aviso: se alguém for realizar o ritual, sugiro o “Parati” no sábado por volta das 11h. E por favor: não deixem de me avisar pra eu levar minha máquina... :p

*O título do post de hoje é o grito com que se saúda a deusa: “odô iyá!” Significa "mãe do rio".