quinta-feira, 6 de março de 2008

Apertem os cintos... o ‘sono’ sumiu!!!

Estou MUITO cansada pra pensar num post decente esses dias.

Fui surpreendida na terça com a notícia que eu teria que voar pra Recife no dia seguinte por motivo de trabalho. Foram duas noites (seguidas) perdidas entre vôos de indas e vindas...

Aliás, que bela merda a rota de vôos designada para Aracaju, heim?! Pra se ir à Recife você precisa descer pra depois subir, ou seja, ir a Salvador, pegar uma conexão, e depois ir pra Recife. Eu sei que deve haver outros vôos, quem sabe um direto, mas já tinha notado antes que não sei por conta de quê, ou de quem, a maioria dos vôos que saem ou chegam à Aracaju submete o passageiro a varar as madrugadas, desembarcando sempre exausto em seu destino.

Mas também, com um aeroporto desses não dá pra exigir muito dos vôos, né?! Perto do aeroporto de Recife – Guararapes, o Santa Maria parece uma rodoviária do interior da Bahia... Salvador, Maceió... todos belos e modernos... aí reclamam que Sergipe não tem turismo e esquecem que o fracasso do ramo começa logo na chegada dos visitantes.

Deixa pra lá... aeroporto à parte, só de pensar que logo mais estarei perdendo mais uma noite, a terceira seguida, num novo vôo, mesmo que o destino seja muito mais atraente e o motivo muito mais excitante, já me dá dor de cabeça. Nesses dias, nem o IPod tem salvado... acho que o jeito vai ser, como diz minha mãe, tomar “uma bandinha” de lexotan. Até porque depois que abriram a caixa-preta da aviação aérea no Brasil viajar de avião tornou-se menos seguro que pular de bungie jump na Nova Zelândia!

Quando o avião da GOL caiu em 29 de setembro de 2006, deflagrando o problema todo que a gente já conhece, eu já estava com passagens compradas pro Rio num vôo TAM saindo de Aracaju em 11 de outubro.

Foi uma das piores viagens da minha vida. De madrugada, sozinha, tensa! Com o tempo a coisa melhorou, mas mesmo assim nunca mais eu consegui dormir (pelo menos em sono profundo) como eu costumava fazer antes. Por isso essa rota de vôos de Aracaju me deixa ainda mais cansada, afinal, dormindo ou não, quando chego ao destino a última coisa que quero fazer é justamente dormir.

Tô aqui contabilizando que minha próxima dormida pra valer desde a noite de segunda pra terça (na qual, frise-se, eu já dormi muito mal) será da segunda pra terça da semana que vem, já que meu vôo de volta a Aju será (claro!!!!) na madrugada do domingo pra segunda. Considerando que eu estou indo ao Rio acho difícil não perder as noites dos dias em que estarei por lá, né?! Haja fôlego... mas eu consigo! ;)

E muito embora todas as críticas, a única coisa que eu queria pra valer era voltar a relaxar no avião, sabe? Que me devolvessem o prazer de estar lá em cima, pertinho das nuvens, vendo o mundo de outro ângulo... mas infelizmente até o procedimento corriqueiro de preparação para decolagem tem me dado frio na espinha...

Aquela encenação de máscaras de oxigênio caindo sobre a minha cabeça ultimamente me assustam mais que qualquer cena de "O Massacre da Serra Elétrica"! E não adianta fingir que não tá vendo a aeromoça ali na frente e lançar aquele olhar perdido pela janelinha... eu até fiz isso, mas de repente me dei conta que o chefe de cabine tinha acabado de dizer no alto falante a seguinte frase: “...lembrem-se que os seus assentos são flutuantes. Em caso de pouso na água retire-o e leve-o com você”.

MEU AMIGO, LEVAR PRA ONDE?????? Tá de sacanagem, né possível... eu me sentindo numa cena de “Lost”, depois de provavelmente ter feito necessidades fisiológicas nas calças vendo o avião em pane pousar na água, me preocupar em soltar o assento aonde estou sentada pra sair flutuando pelo Oceano Atlântico... isso se eu sobreviver, né?! Porque essa de pouso na água com os passageiros saindo cada um com seus assentos fazendo às vezes de bóia eu nunca vi!!!!

E o pouso???? Aff... sangue de Jesus tem poder... a primeira coisa que acontece quando o avião onde eu estou toca o solo é uma voz bem alta berrando na minha cabeça: “abre o reversor... abre o reversor... abre o reversor... abre o reversor porraaaaaaaaa!!!!!!!” Ufa... de repente ele abre.

Mas viajar é preciso, ainda mais quando se tem um show de Bob Dylan pra assistir no sábado a noite...

Lexotan na corrente sangüínea.
Sinal da cruz.
Fones no ouvido.
Rio: TÔ CHEGANDO!

Ps. Próximo post... Rio de Janeiro/Bob Dylan. Au!

segunda-feira, 3 de março de 2008

Chutando o balde

Listas, listas e listas!

Desde cedo a gente se habitua a viver a vida pautado sobre listas e mais listas... é lista de material escolar, lista de telefone, lista do supermercado, lista de aprovados no vestibular... tem até “lista virtual”, ou você nunca brincou de ganhar na mega sena e fez uma lista das coisas que gostaria de fazer com a grana???

Eu particularmente adoro listas. Toda vez que vou viajar, por exemplo, pode ser viagem de um dia, pode ser pra o lugar mais perto do mundo, eu faço uma lista das coisas que tenho que colocar na mala. Por outro lado, tem tempo que meu terapeuta me pediu uma “lista de objetivos”, digamos assim, e essa eu ainda não escrevi. Não sei se porque tô com medo de escrever coisas que eu espero realizar e mais tarde ter que enfrentar a frustração de não tê-las conseguido, ou se porque um marasmo enorme me abateu e eu ando desanimada demais pra ter objetivos. Prefiro ficar com a primeira opção, afinal, é melhor ser covarde que apática, mas prometo, Doutor, escreverei em breve...

Pensei nessa bendita lista hoje ao sair do cinema. Aliás, me permitam abrir aqui um “ps”: quem quiser minha companhia pra um cinema nas próximas semanas, por favor, convide-me pra assistir a um filme leve, divertido e que me arranque boas risadas... não agüento mais sair de nariz entupido do cinemark!!!!

Bom, voltando... depois de “O Caçador de Pipas” semana passada, hoje fui assistir “Antes de Partir”, cujo título original é... “The Bucket List”!

O filme conta a história de dois homens com câncer em estágio terminal, que ‘fogem’ do hospital e põem os pés na estrada com uma lista de coisas que gostariam de fazer antes de morrer. Os personagens interpretados, nada mais nada menos, que por Morgan Freeman e Jack Nicholson, dão ao filme o apuro que um excelente roteiro e uma puta trilha sonora precisavam.

Na “lista do balde” (nos EUA utiliza-se a expressão “chutar o balde” para o que no Brasil diríamos “bater as botas”, daí o título original do filme) existem coisas como “rir até chorar”, “testemunhar um grande evento”, “dirigir um Mustang Shelby”, “fazer uma tatuagem”, “beijar a mulher mais linda do mundo”, e por aí vai...

O que me deixou pensativa e lembrando do meu terapeuta na saída do filme é o fato de que uma “lista do balde” pode ser feita em qualquer momento das nossas vidas, tenha você 12, 21, 43 ou 70 anos. Ela pode ser rabiscada a qualquer momento, seja para acrescer itens, seja para riscá-los. O problema é: por que geralmente listas assim costumam ser feitas quando o relógio marca pouco tempo pro final do jogo? Assim como no filme, por que esperar tanto pra correr atrás das coisas que desejamos muito fazer?

É mesmo inerente à natureza humana essa “espera sem sentido”, ainda mais em se tratando de brasileiros que somos, aquela velha mania de deixar tudo pra última hora...

Pois bem, eu espero viver ainda... hum....... uns 60 anos. É bastante tempo! De qualquer forma, a gente nunca sabe mesmo... e melhor nem saber!!! Tudo que eu sei – e já me basta – é que cada dia que passa menos 24 horas eu tenho pra escrever e rabiscar a minha lista, assim como você a sua.

Difícil é focar! Ultimamente parece que eu andei em círculos!!!!!!!
Ok... nunca é tarde... no filme os caras tinham meses de vida e conseguiram rabiscar todos os itens... então com um pouco de sorte ainda dá tempo de escrever e rabiscar a minha.

Inconscientemente eu andei começando esses dias. E você?

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Fiquei pra titia!!!

Ontem foi o aniversário do meu sobrinho Bernardo. O pequeno “sacudidor de lares” fez 4 anos e no domingo ganhou uma baita festa dos pais, com direito a vestir-se como o super-homem e tudo que tem direito. O sorriso não cabia no rosto e a troca-troca de camisas não era charme pras fotos, a danação era tanta que a cada meia hora parecia que ele tinha saído de uma piscina de tão encharcado de suor. Acho que foram 3 camisas no total, fora o tempo que ele ficou de super-homem, claro!!!

Ter sobrinhos é uma das coisas mais legais do mundo!!! A gente não precisa sentir as dores do parto, ficar com dor de coluna porque os seios estão abarrotados de leite, passar por uma recuperação chata da cesariana (sim, porque nem cogito a possibilidade de enfrentar um parto normal... cê jura, né?!), não precisa se preocupar em educar, e quando o pequeno abre o berreiro a gente pode entregar pros pais. :p

No final das contas a gente até educa os sobrinhos de certa forma, gasta com eles também (um passeio aqui, um presente ali, essas coisas) e afaga quando o choro começa se tiver por perto... mas é diferente quando se é pai e mãe. Na verdade ser pai e mãe deve ser mais legal ainda, mas por hora ser tia já é o máximo.

Quando Bezinho nasceu eu não estava presente. Explico: eu tinha 22 anos e era carnaval em Salvador... rs... Artur mal tinha feito 1 ano e reinava absoluto no coração da galera toda. Acho que ele teve que se habituar a dividir nossas atenções, mas evidentemente que não o amor. Sou a caçula lá de casa, mas admito: o primeiro é o primeiro e ponto.
É muito bom acompanhar o crescimento deles. Quando começaram a sorrir, a andar, a falar, a abraçar, a dançar, a fazer pergunta do tipo “O que é isso? O que é aquilo?”... e a coisa é super rápida, de repente eles surpreendem com um comentário inusitado!

Artur, mesmo, virou pra uma amiga minha assim que ela chegou na festa domingo e fez a seguinte observação: “Você cortou o cabelo!”. Fala sério!!! Que homem nota que uma mulher cortou o cabelo??? Meu sobrinho de 5 anos nota! Bernardo não fica atrás. Ao ser perguntado já a caminho de casa se estava cansado por causa da festa ele disse “Estou acabado!”.

Acabado fica é a gente quando escuta uma coisa dessas de um trocinho de 4 anos! É por isso que às vezes eu dou uns abraços neles que eles reclamam... sou capaz de quebrar no meio!!! Mas é muito amor... amor gratuito, sabe... aquele legítimo, que não quebra nem com os abraços mais apertados do mundo... :p

É uma pena que os dois vão crescer. Um pensamento extremamente egoísta, né?! Mas é que curtir essa fase é bom demais. Infelizmente daqui a pouco eles não vão mais querer me dar a mão e vão me chamar de coroa!!! Pense que titia vai ficar p... kkkkkk

Mas tenho certeza que vou me sentir orgulhosa de ver os dois crescidos. Meu irmão e Karina dão aos meus sobrinhos EXATAMENTE a criação que eu penso em dar aos meus filhos e dá pra ver na cara dos dois o quanto eles são felizes.

É por isso, meus caros, que eu fiquei muito feliz de “ficar pra titia” aos 21 anos. Ter sobrinhos como os meus é privilégio pra poucos felizardos. E que venham os filhos... (Ps. My Lord, não esqueça de mandar o marido e o dinheiro antes. Grata.).

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

"Deleta que é macumba!"

Eu tenho um enorme orgulho de ter nascido no final do século XX e poder fazer parte da “geração cibernética”. A revolução virtual com a popularização da internet, em minha opinião, foi o grande acontecimento do século passado, produzindo avanços incomensuráveis nos nossos tempos.

Acho que tudo mudou depois que a world wide web foi desenvolvida em 1990 e liberada para uso público em 1993. Foi ela que propiciou através depáginas web que milhares de pessoas pudessem ter acesso instantâneo a uma vasta gama de informações online.

Quase 15 anos após a popularização da internet, o número de usuários ao redor do mundo está em crescente ascensão. O Brasil conta com mais de 33 milhões deles, colocando-se em posição de destaque no ranking mundial, atrás dos chamados países de primeiro mundo.

E, claro, em se tratando de brasileiro, tinham que inventar uma moda, né?!
A última novidade no mundo virtual tupiniquim é a criação de “roças de orixás virtuais”. Não entendeu? Tudo bem, eu traduzo: “terreiros virtuais”! kkkkk... num guento!!!!

Pois é minha gente, os pais e mães-de-santo mais antenados de todo Brasil já estão atendendo clientes por e-mail ou programas de conversação. Basta você acessar o site ou blog do babalorixá de sua preferência e entrar em contato que as orientações dos “trabalhos” serão encaminhadas diretamente para sua casa via internet. É evidente que sua consulta só será atendida após o depósito da quantia estimada...

E não é que o negócio é lucrativo??? Mãe Cema, por exemplo, já tem clientes de vários estados do Brasil como São Paulo, Minas, Goiás, Rio Grande do Norte e até na Europa! Mas segundo ela, nem todos os trabalhos são realizáveis via net. Por exemplo, os de amarração (“aproximar a pessoa amada”), é possível, basta pegar algumas informações, como data e horário de nascimento, e tá tudo certo. Mas se for algo mais difícil, como banhos de descarrego e sacudimentos, fica mais complicado.

Eu não vejo problema nenhum. Acho que Mãe Cema ainda não tem microfone e webcam pra falar uma coisa dessas. Qualquer um poderia ser “sacudido” em videoconferência via msn... já o banho é mais complicado, né?! Será que não dá pra “descarregar” sem se molhar? Vou mandar um e-mail pra ela questionando, com certeza por qualquer R$50,00 ela me arruma uma solução.

Até tentei ajudar os interessados a contratar um ‘despacho Hi-Tech’ deixando algumas sugestões de endereços, mas infelizmente até a finalização deste post não consegui localizar nenhum, tampouco o endereço do site/blog de Mãe Cema. Uma pena.

Só sei que depois da minha pesquisa pra escrever o post de hoje, descobri que todo cuidado é pouco ao abrir e-mails. Além da exposição à vírus, você poderá estar sendo alvo de um “trabalho virtual”. Na dúvida melhor não arriscar: “deleta que é macumba”!!!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Queridos Amigos


Eu adoro TV! Cresci assistindo Xuxa, Sessão da Tarde, TV Pirata, Chaves, Topa Tudo Por Dinheiro, Vamp, Quatro Por Quatro... enfim, até hoje vou de encontro a filosofia Tribalista que diz não ter paciência pra televisão porque não dá audiência pra solidão. Nesse ponto dou sim, porque adoro um seriado, uma novela aqui, outra ali...

Então, ontem foi a estréia da nova minissérie da Globo, “Queridos Amigos”. Acho que a última dessas minisséries de verão da Globo que eu assisti foi JK. Esse negócio de Amazônia, de Maias, de Casa das 127687349 Mulheres... isso não me interessa muito não. Na verdade colocou mato e índio no meio geralmente vai perder a minha audiência.

Aliás, a Globo tem perdido E MUITO a minha audiência de um tempo pra cá. Dessas novelas no ar, pra mim, nenhuma presta. No mais, até o Big Brother anda meio sem graça aos meus olhos... então, resumindo, quando estou na frente da TV é mais provável que eu esteja assistindo ao GNT, Multishow, People and Arts...

Mas agora, finalmente, parece que a Globo vai voltar a levar todas as minhas atenções. Desde quando eu vi a primeira chamada de “Queridos Amigos” que eu sabia que ia gostar... e ontem quando o primeiro episódio foi ao ar eu tive certeza que a minha vida social ficará prejudicada até esta bendita minissérie acabar... rs...

Na verdade ontem mesmo, antes do primeiro episódio passar, eu já tinha começado a escrever um post sobre ele, mas não consegui terminar a tempo, o que foi bom, porque agora posso escrever ainda mais certa das minhas impressões iniciais.

Várias coisas nessa minissérie me chamaram a atenção logo de cara.

A primeira delas foi o fato dela ser baseada em fatos reais. E melhor, fatos reais vividos pela própria autora, Maria Adelaide Amaral. Quem já leu meu perfil aqui no blog sabe que eu sempre me interesso por histórias reais quando escolho livros, e pela mesma razão, quando escolho o que assistir no cinema ou na TV.

Outro bom motivo é a época em que a minissérie se passa. Ela é ambientada em 1989, mas com flashbacks da década de 70, afinal, a autora conta a história de vida de um grupo de amigos que viveram intensamente os anos da ditadura e da abertura política no Brasil. Ponto pra ela! Ler e assistir coisas sobre esse período é igualmente atrativo.

No mais, as cenas que anunciavam a nova minissérie mostravam um grupo de amigos se confraternizando num reveillon na praia e ao fundo uma música de Elis. Portanto, além de encher meus ouvidos, a chamada também encheu meus olhos, porque me fez lembrar os meus 'queridos amigos'.

É claro que eu e meus amigos não fomos militantes na ditadura militar, presos, torturados, exilados... graças a Deus quando a maioria de nós nasceu o Brasil já estava, pelo menos, passando pelo processo de redemocratização. De qualquer forma, fico imaginando como seria um reencontro nosso daqui a anos e anos, todos cidadãos de meia idade, com filhos beirando a cintura, uns bem sucedidos, outros menos... Tenho certeza que não será parecido com o que vai ao ar (e nem quero, pois conheço a história e sei que esse reencontro tem um pretexto triste), mas existem situações que estão sendo retratadas onde talvez caiba uma analogia...

Dan Stulbach, que faz Léo, protagonista da trama, disse em entrevista: “Queremos emocionar as pessoas e fazer com que elas tenham vontade de reencontrar seus verdadeiros amigos. Também vivi grandes perdas na minha vida e é natural que, depois disso, a gente passe a ver tudo de outra forma, querer que tudo valha a pena”.

Perdas a gente sempre vai ter, né?! Umas bem doídas, outras nem tanto (outras nada!)... mas nessa fase da vida ainda dá tempo de evitar com que grandes amigos se percam no tempo e no espaço comprido de uma vida inteira... inclusive conseguir serenidade suficiente pra esperar alguns anos até que se possa recuperar alguém que você decepcionou.

Engraçado escrever esse post hoje. Ele tem outro sentido de quando eu comecei a escrevê-lo ontem... coisas da vida! Vâmo seguindo em frente...

No mais, a trilha sonora é um show à parte!!! Logo na primeira cena, Janis Joplin ao fundo berrando a plenos pulmões. Em seguida “Born To Be Wild” do filme “Easy Rider”! Eu já tava delirando quando soltaram uma de Elis, seguida de The Police, Blitz e Paralamas... precisa comentar a qualidade da seleção, ou você prefere uma seqüência de Guilherme Arantes, Os Travessos e Wanessa Camargo? E olhe que isso foi só no primeiro episódio...

Enfim galera, pra quem não segue à risca a filosofia tribalista a nova minissérie da Globo é programa imperdível. Enjoy yourself!



Ps. Eu ia postar fotos com amigos pra ilustrar, mas pra não ser injusta e deixar alguém de fora vou ficar devendo. Mas eles sabem quem são... ;)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Contagem Regressiva

Daqui a 3 semanas Bob Dylan estará se apresentando no Brasil pela quarta vez.

Eu sei que ele dispensa apresentações, mas vale a pena ressaltar que esse americano de 66 anos já lançou mais de 45 (!!!) álbuns desde 1962, quando começou a fazer sucesso tocando folk tradicional. Durante sua longa carreira o músico já ‘passeou’, além do folk, pelo country, blues, rock e até gospel (considerado por muitos um dos maiores momentos de baixa da sua carreira).

Acho que Dylan não poderia voltar ao Brasil num momento melhor. Existe um novo interesse por sua vida e obra com o lançamento do filme "I´m Not There", de Toddy Haynes, que conta com grande elenco, e o lançamento do recente "Modern Times" (2006), com o qual Dylan voltou a conquistar a liderança do ranking dos mais vendidos nos Estados Unidos (a última vez que Dylan tinha alcançado esta posição foi com o álbum "Desire", de 1976).



Mas independentemente disso, qualquer momento é bom para se ouvir Bob Dylan. A voz pode não ser lá essas coisas, mas o cara é um mito e dono de um estilo que influenciou inúmeros artistas contemporâneos, como os Beatles, especialmente a John Lennon, que compôs diversas músicas inspiradas em Dylan, a exemplo de “You´ve Got To Hide Your Love Away” (Help!, 1965).

Aliás, muito venho resistindo a escrever desde que iniciei esse blog sobre a única coisa pela qual sou fanática na minha vida: OS BEATLES! Mas não posso falar em Dylan sem mencionar o quarteto mais famoso do mundo...

Digo isso porque foi depois de conhecer Beatles que meus ouvidos se abriram a uma série de sons. Foi a partir de 1995, quando passei a devorar loucamente todas as linhas escritas sobre “Beatles” que eu visse na minha frente, que ouvi falar e pude conhecer Little Richard, Jerry Lee Lewis, Chuck Berry, Elvis Costello, Billy Preston, Eric Clapton e, claro, Bob Dylan (entre tantos outros).

No caso de Dylan, li que em 1964 os Beatles estavam se apresentando pela primeira vez nos EUA e, entusiasmado, John pediu a um amigo em comum que o trouxesse ao encontro deles.

O encontro aconteceu em 24 de agosto num quarto de hotel de NY. Nesta oportunidade os Beatles foram apresentados a Dylan... e Dylan os apresentou à maconha! A partir daí a cara da música pop e da cultura popular nunca mais foi a mesma... bendito baseado, ou melhor, benditos baseados, porque reza a lenda que eles fumaram vários naquela ocasião............

Então Dylan abraçou a guitarra, elevando suas canções a decibéis de eletricidade distorcida. Já os Beatles deixariam de lado o “iê-iê-iê” para mergulhar a fundo em si mesmos, valorizando a partir daí um experimentalismo bastante intuitivo e nostálgico. Pra mim a prova disso é a pegada mais folk/country de Help! (1965) e a tendência nostálgica notada em Rubber Soul, do mesmo ano.

Foi por esta razão que, felizmente, eu comecei a ouvir Bob Dylan. E, claro, “with a little help from my... ‘brothers’” too! :p

Pra concluir, Jamari França publicou em seu blog no dia 13 de fevereiro (http://oglobo.globo.com/blogs/jamari/):

“Botar Bob Dylan numa arena de seis mil pessoas com o ingresso mais barato a 150 pratas é muito otimismo. O homem não é tocado aqui em rádio, seus discos vendem pouco, só vai quem gosta e conhece a relevância de um dos artistas de ponta da música popular do século passado.”

Obrigada Jamari. Nos vemos na Arena Rio no próximo dia 8, se Deus quiser...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Quanta bobagem!

Sim, eu tenho algumas opiniões radicais. Quer dizer, algumas não: muitas! E sobre tudo!!!! Corro o risco de ao expô-las num blog ser rotulada, coisa que detesto. Mas entre abrir mão da minha personalidade e ser rotulada, prefiro esta última, sem dúvida.

Tem certas notícias que leio por aí que assim como as continuações de Duro de Matar, Indiana Jones e Rambo me irritam profundamente. Hoje o G1 me colocou em destaque essa: “Americanos encontram fóssil de bisavô dos morcegos, com 52 milhões de anos”.

Porra! Quem quer saber notícias do “bisavô dos morcegos”??? (Só se for o Ozzy Osbourne...)

Tá... tudo bem... a essa altura alguém deve estar me rotulando de ignorante, como uma pessoa que não se preocupa com a ciência, e que se o assunto não me interessa, pode interessar a outras pessoas, como paleontólogos (claro!) e curiosos em geral. Bom, eu avisei que sou radical em certas opiniões.

Gosto de bichinhos em geral, ADORO cachorro, odeio crueldade/matança de animais, sou contra casacos de pele, acho lindo quem é vegetariano (até porque assim é mais fácil ficar esbelto...), sinto muito pelas “baleias nadadoras estilo borboleta do reino abissal do oceano pacífico” em extinção, mas peraí... essa galera que fica procurando bico de pato em dinossauro (http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL296241-5603,00.html) poderia estar se dedicando ao estudo da vida, né?! Sei lá... a cura da AIDS ou o aperfeiçoamento do estudo das células tronco... e se preferem se dedicar ao estudo das coisas mortas, que seja pra de alguma forma trazer benefício pra quem tá vivo.

Mas não. Tem gente que chega ao cúmulo de dedicar horas e horas de estudo, como fizeram dois pesquisadores da Universidade da Califórnia, para publicar no meio científico a seguinte notícia: “Tiranossauros tinham gravidez na adolescência”. Puta que pariu... só falta os estudos se aprofundarem e concluir: na maioria dos casos as ‘tiranossauras’ tornavam-se mães solteiras!

Outra dessas indispensáveis descobertas foi feita no ano passado. Um grupo de arqueólogos descobriu no Japão o que parece ser o mais antigo melão já encontrado, com cerca de 2,1 mil anos (http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1661480-EI319,00.html). A matéria diz que o melão ainda tem uma parte da polpa. Os pesquisadores acreditam que o bom estado de conservação deve-se ao fato de que a fruta estava isolada por vácuo em uma camada úmida abaixo do solo.

Nessas circunstâncias, se o melão tivesse sido encontrado por um desses pobres flagelados na África provavelmente teria sido devorado sem nenhuma cerimônia, mas como foram arqueólogos em trabalho no Japão eles empurram essa grande ‘descoberta’ na nossa goela abaixo.

Bom galera, diante disso, hoje depois do almoço vou comer algumas fatias de abacaxi. As que sobrarem enterrarei num terreno baldio perto de casa em nome da ciência, afinal, do jeito que a coisa anda, no ano de 4752 meu abacaxi será uma descoberta que correrá o mundo. Fui!

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Qualquer semelhança é mera coincidência...

É inevitável, acho que pra todos nós, compararmos nossas vidas com um capítulo de novela, um determinado filme ou seriado. A gente sempre se identifica com uma personagem, uma situação... daí a gente chora, ri, faz careta...

Eu, por exemplo, adoro Friends e Sex And The City, e foi justamente por causa deste último que eu resolvi escrever esse post.

Numa madrugada dessa semana eu assisti por acaso um episódio de Sex And The City (do qual propositalmente não revelarei o título) que parecia ter sido escrito sob encomenda pra mim. Quando me dei conta da semelhança que o tema daquele episódio traçava com “o dilema” que eu vivia (vivo) na minha vida fiquei lá ‘estatalada’, de olhos vidrados no desfecho.

Não é a primeira vez que Sex And The City me dá a impressão que eu poderia ser uma nova-iorquina de trinta e poucos anos vivenciando as ruas e pessoas de Manhattan. Acontece que seja aqui na capital do menor Estado brasileiro, seja em Manhattan, tenha você vinte e poucos ou trinta e poucos anos, quando o assunto é relacionamento amoroso muitas histórias se parecem.

Uma pena que eu não possa contar o desfecho daquele episódio. O que posso dizer é que “na vida real” minha opção se deu de forma diversa da que escolheu Carrie Bradshaw. E frise-se: não me arrependo. Só tem um probleminha: o final de Sex And The City eu já conheço (o seriado acabou em 2004 em sua sexta temporada), já os rumos da minha vida... difícil!

Afinal, por que será que pra muitos de nós seja tão complicado atingir a estabilidade sentimental? Por que eu acabo me identificando vez ou outra com uma personagem que escreve pra uma coluna de jornal e questiona seus leitores sobre relações interpessoais que se assemelham a sua vida?

Não há escolha. Se eu pudesse escolher eu seria a Lili. Pois é eu seria a Lili... a Lili de Carlos Drummond de Andrade (olha ele de novo no meu blog):

“João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.”

Vocês observaram bem essa “Quadrilha”? Todas as personagens que não se deram bem na dança sofreram algum tipo de frustração em sua vida posterior. Apenas Lili, acaba se casando e com alguém que nem na dança estava...

Não sejam tolos a ponto de achar que a “estabilidade emocional” a qual me referi parágrafos acima é sinônimo de casamento. Faça-me o favor! Muito menos que eu desejo ser indiferente ao amor como a personagem que “não amava ninguém”. De qualquer forma cabe a alusão se no final tudo que a gente quer é encontrar alguém que ainda não tenha entrado na história... alguém que não amarre nem nos amarre frustração. Se ela acontecer, paciência... a gente “dança” mais uma vez.

E se no poema Teresa desejava Raimundo e preteriu o amor de João, assim como nos seriados da TV, qualquer semelhança é mera coincidência... será?

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Todo carnaval tem seu fim...

Quarta-feira de cinzas e há um ano atrás eu estava amargando uma baita ressaca depois de curtir um Carnaval de Salvador intenso e chegar em casa do meu último bloco daquele ano às 6h da manhã (Voa Voa – Chiclete com Banana).

Esse ano são 11h da manhã, nem sinal de ressaca, e eu já estou a todo vapor debruçada sobre alguns processos. Pois é... em 2008 a palavra de ordem do meu carnaval foi: sol e sossego! Mas até que foi bom, dentro do que ele se propôs...

Foram 4 dias de muito sol, banho de rio, de mar e de piscina... Caetano Veloso poderia ter escrito “Eu sou neguinha?” depois que me encontrasse nessa quarta-feira de cinzas... faz tempo que eu não pego essa cor, uma das coisas boas desse carnaval. Só espero não “trocar de pele” nos próximos dias, o preço que os branquelos como eu pagam pela melanina que não têm, mas insistem em ter.

Se minha conta bancária me proporcionou um carnaval sossegado esse ano, não me queixo. É claro que evitei ao máximo assistir ao Band Folia e não quis falar por telefone com nenhuma das minhas felizardas amigas que estavam em Salvador curtindo todas... nesses casos “é melhor evitar a fadiga”, né não Tangas Cats?! Aliás, onde será que elas andam??? ALOUUUUU... TÃO VIVAS??????

E vai saber o que o carnaval 2009 me reserva... meus carnavais foram sempre decididos tão em cima da hora, a gente não pode (e nem deve) fazer muitos planos. Daqui a 1 ano tanta coisa pode acontecer nas nossas vidas que é melhor viver um dia de cada vez e no máximo planejar o que se fará no feriadão da Semana Santa... alguém tem planos?

Ps. Antes de encerrar o paupérrimo post de hoje quero mandar beijos para Nanda Franco, Gucha Maia (Crystal também, claro! kkkk) e Moniquinha Gusmão. Passamos ótimos momentos juntas nesse carnaval, cada qual no seu canto, cada qual no seu dia, mas igualmente divertidos. Anfitriãs de mão cheia!!!

Um dia eu retribuo: carnaval 2028 na minha casa de praia em Búzios! Au! :p

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Dias de Folia...

Recesso de carnaval...
Nova postagem em 06/02/2008